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Imagem: Shutterstock

Corrimento nasal, febre e inchaço nos linfonodos podem indicar infecção — entenda os sintomas, os riscos e como tratar corretamente o garrotilho

A adenite infecciosa equina, popularmente conhecida como garrotilho, é uma das doenças respiratórias mais comuns em equinos, especialmente em animais jovens. Altamente contagiosa, ela pode se espalhar rapidamente entre cavalos, causando prejuízos à saúde dos animais e ao manejo em haras, centros de treinamento e propriedades rurais.

Sendo assim, identificar precocemente os sinais e compreender as formas de tratamento é essencial para evitar complicações e garantir o bem-estar dos equinos. Neste conteúdo, você vai entender tudo sobre a adenite infecciosa equina, incluindo suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção.

O que é a adenite infecciosa equina (garrotilho)?

A adenite infecciosa equina é uma doença bacteriana que afeta principalmente o sistema respiratório superior dos cavalos. Ela é caracterizada pela inflamação dos linfonodos da região da cabeça e pescoço, podendo levar à formação de abscessos.

O nome “garrotilho” vem da sensação de “estrangulamento” causada pelo aumento dos linfonodos, que pode dificultar a respiração e a deglutição do animal.

Essa doença ocorre com maior frequência em potros e animais jovens, mas pode acometer equinos de qualquer idade, principalmente quando há contato com indivíduos infectados.

O que causa a adenite infecciosa equina?

A principal causa da adenite infecciosa equina é a bactéria Streptococcus equi subsp. equi. A transmissão ocorre principalmente por contato direto entre animais infectados e saudáveis.

Também pode acontecer por meio de objetos contaminados, como:

  • Baldes de água;
  • Equipamentos de manejo;
  • Cochos;
  • Mãos e roupas de tratadores.

Ambientes com alta densidade de animais e falhas no manejo sanitário favorecem a disseminação da doença.

Sintomas da adenite infecciosa equina

Os sinais da adenite infecciosa equina podem variar de acordo com a gravidade do quadro, mas geralmente incluem:

  • Febre alta;
  • Corrimento nasal (inicialmente seroso, podendo evoluir para purulento);
  • Inchaço dos linfonodos da cabeça e pescoço;
  • Dor à palpação;
  • Dificuldade para engolir;
  • Perda de apetite;
  • Letargia.

Com a evolução da doença, os linfonodos podem formar abscessos que se rompem, liberando secreção purulenta.

O perigo do “garrotilho bastardo” e outras complicações

Em alguns casos, a infecção pode evoluir para uma forma mais grave, conhecida como “garrotilho bastardo”, na qual a bactéria se dissemina pelo organismo e forma abscessos em órgãos internos, como pulmões, fígado e baço.

Essa condição é mais difícil de tratar e pode colocar a vida do animal em risco. Além disso, podem ocorrer complicações como obstrução das vias respiratórias, pneumonia e até recidivas da doença, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico da adenite infecciosa equina é feito com base na avaliação clínica e em exames laboratoriais. O médico-veterinário observa os sinais apresentados pelo animal e pode solicitar a coleta de secreção nasal para cultura bacteriana, além de outros exames que auxiliam na identificação do agente causador.

A confirmação correta é essencial para direcionar o tratamento de forma eficaz.

Como tratar a adenite infecciosa equina?

O tratamento da adenite infecciosa equina deve ser realizado com acompanhamento veterinário e varia conforme o estágio da doença. De modo geral, inclui controle da febre e da dor, suporte ao sistema imunológico, drenagem de abscessos quando necessário e isolamento do animal infectado.

Nesse contexto, o uso de anti-inflamatórios é fundamental para aliviar o desconforto e controlar os sintomas. O anti-inflamatório Flunixin® Injetável da Chemitec é uma opção eficaz, com ação analgésica, antitérmica e antiendotóxica, contribuindo para a redução da inflamação, da febre e da dor.

Como prevenir a adenite infecciosa em equinos?

A prevenção da adenite infecciosa equina está diretamente relacionada ao manejo sanitário adequado e ao controle da disseminação da bactéria.

As principais medidas incluem:

  • Isolamento de animais doentes;
  • Higienização de equipamentos e instalações;
  • Controle da entrada de novos animais;
  • Realização de quarentena preventiva;
  • Manutenção de ambientes limpos e organizados.

Essas práticas ajudam a reduzir significativamente o risco de surtos.

O cavalo que já teve garrotilho pode pegá-lo de novo?

Sim, um cavalo que já teve adenite infecciosa equina pode ser reinfectado, embora muitos desenvolvam uma imunidade temporária após o contato com a doença.

Além disso, alguns animais podem se tornar portadores assintomáticos, abrigando a bactéria e transmitindo a infecção para outros cavalos sem apresentar sinais clínicos. Por isso, o acompanhamento veterinário e o controle sanitário continuam sendo fundamentais mesmo após a recuperação do animal.

Cuidar da saúde dos equinos com produtos de qualidade e orientação adequada faz toda a diferença na recuperação e no bem-estar dos animais.

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Fontes:

Chemitec

Conselho Federal de Medicina Veterinária

Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia (Pubvet)