Corrimento nasal, febre e inchaço nos linfonodos podem indicar infecção — entenda os sintomas, os riscos e como tratar corretamente o garrotilho
A adenite infecciosa equina, popularmente conhecida como garrotilho, é uma das doenças respiratórias mais comuns em equinos, especialmente em animais jovens. Altamente contagiosa, ela pode se espalhar rapidamente entre cavalos, causando prejuízos à saúde dos animais e ao manejo em haras, centros de treinamento e propriedades rurais.
Sendo assim, identificar precocemente os sinais e compreender as formas de tratamento é essencial para evitar complicações e garantir o bem-estar dos equinos. Neste conteúdo, você vai entender tudo sobre a adenite infecciosa equina, incluindo suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção.
O que é a adenite infecciosa equina (garrotilho)?
A adenite infecciosa equina é uma doença bacteriana que afeta principalmente o sistema respiratório superior dos cavalos. Ela é caracterizada pela inflamação dos linfonodos da região da cabeça e pescoço, podendo levar à formação de abscessos.
O nome “garrotilho” vem da sensação de “estrangulamento” causada pelo aumento dos linfonodos, que pode dificultar a respiração e a deglutição do animal.
Essa doença ocorre com maior frequência em potros e animais jovens, mas pode acometer equinos de qualquer idade, principalmente quando há contato com indivíduos infectados.
O que causa a adenite infecciosa equina?
A principal causa da adenite infecciosa equina é a bactéria Streptococcus equi subsp. equi. A transmissão ocorre principalmente por contato direto entre animais infectados e saudáveis.
Também pode acontecer por meio de objetos contaminados, como:
- Baldes de água;
- Equipamentos de manejo;
- Cochos;
- Mãos e roupas de tratadores.
Ambientes com alta densidade de animais e falhas no manejo sanitário favorecem a disseminação da doença.
Sintomas da adenite infecciosa equina
Os sinais da adenite infecciosa equina podem variar de acordo com a gravidade do quadro, mas geralmente incluem:
- Febre alta;
- Corrimento nasal (inicialmente seroso, podendo evoluir para purulento);
- Inchaço dos linfonodos da cabeça e pescoço;
- Dor à palpação;
- Dificuldade para engolir;
- Perda de apetite;
- Letargia.
Com a evolução da doença, os linfonodos podem formar abscessos que se rompem, liberando secreção purulenta.
O perigo do “garrotilho bastardo” e outras complicações
Em alguns casos, a infecção pode evoluir para uma forma mais grave, conhecida como “garrotilho bastardo”, na qual a bactéria se dissemina pelo organismo e forma abscessos em órgãos internos, como pulmões, fígado e baço.
Essa condição é mais difícil de tratar e pode colocar a vida do animal em risco. Além disso, podem ocorrer complicações como obstrução das vias respiratórias, pneumonia e até recidivas da doença, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Como o diagnóstico é realizado?
O diagnóstico da adenite infecciosa equina é feito com base na avaliação clínica e em exames laboratoriais. O médico-veterinário observa os sinais apresentados pelo animal e pode solicitar a coleta de secreção nasal para cultura bacteriana, além de outros exames que auxiliam na identificação do agente causador.
A confirmação correta é essencial para direcionar o tratamento de forma eficaz.
Como tratar a adenite infecciosa equina?
O tratamento da adenite infecciosa equina deve ser realizado com acompanhamento veterinário e varia conforme o estágio da doença. De modo geral, inclui controle da febre e da dor, suporte ao sistema imunológico, drenagem de abscessos quando necessário e isolamento do animal infectado.
Nesse contexto, o uso de anti-inflamatórios é fundamental para aliviar o desconforto e controlar os sintomas. O anti-inflamatório Flunixin® Injetável da Chemitec é uma opção eficaz, com ação analgésica, antitérmica e antiendotóxica, contribuindo para a redução da inflamação, da febre e da dor.
Como prevenir a adenite infecciosa em equinos?
A prevenção da adenite infecciosa equina está diretamente relacionada ao manejo sanitário adequado e ao controle da disseminação da bactéria.
As principais medidas incluem:
- Isolamento de animais doentes;
- Higienização de equipamentos e instalações;
- Controle da entrada de novos animais;
- Realização de quarentena preventiva;
- Manutenção de ambientes limpos e organizados.
Essas práticas ajudam a reduzir significativamente o risco de surtos.
O cavalo que já teve garrotilho pode pegá-lo de novo?
Sim, um cavalo que já teve adenite infecciosa equina pode ser reinfectado, embora muitos desenvolvam uma imunidade temporária após o contato com a doença.
Além disso, alguns animais podem se tornar portadores assintomáticos, abrigando a bactéria e transmitindo a infecção para outros cavalos sem apresentar sinais clínicos. Por isso, o acompanhamento veterinário e o controle sanitário continuam sendo fundamentais mesmo após a recuperação do animal.
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Fontes:



