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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Por mais simples e prazeroso que seja, lavar o seu pet em casa requer cuidados importantes para não afetar a saúde dele

Dar banho no cachorro ou no gato em casa vai muito além de molhar o animal e aplicar shampoo. Fatores como temperatura da água, qualidade dos produtos, proteção dos ouvidos e secagem são detalhes importantes que precisam de atenção. Afinal, quando o banho no pet em casa é feito sem atenção, o que era para ser um momento de cuidado pode acabar causando desconforto e, algumas vezes, até problemas de saúde.

Alguns erros são bastante comuns quando o assunto é banho no pet em casa. Utilizar produtos produzidos para seres humanos, deixar água entrar nos ouvidos do animal e não secar o pelo corretamente são exemplos de situações que afetam negativamente o bem-estar do animal. Por isso, vale a pena conhecer os principais cuidados antes de começar.

Principais erros na hora de dar banho no pet em casa

Dar banho no pet em casa é bem mais seguro quando o tutor conhece as necessidades do animal.

Antes de começar, é importante preparar tudo o que será utilizado. Assim, o animal não precisa ficar esperando molhado enquanto o tutor procura toalhas ou produtos. O CRMV-SP recomenda, por exemplo, atenção total à proteção dos ouvidos, ao uso de produtos adequados e à secagem completa após o banho.

A seguir, veja alguns costumes não recomendados na hora do banho dos animais.

Usar shampoo, condicionador ou sabonete humano

Este é, sem dúvidas, um dos erros mais comuns no banho do pet em casa. Mesmo que um produto seja suave para a pele humana, não significa que ele seja adequado para cães ou gatos, pois a pele dos animais tem características próprias e existe chance de reagir de maneira diferente aos componentes presentes nos produtos de higiene.

O correto é escolher produtos desenvolvidos especificamente para animais e, em caso de alguma condição dermatológica, seguir a recomendação do médico-veterinário. Shampoos medicamentosos, por exemplo, não devem ser usados por conta própria só porque alguém indicou ou porque o tutor encontrou uma recomendação na internet.

Uma ótima opção para o banho no pet em casa é o shampoo hidratante para pets da linha ChemiPet Care® — uma solução desenvolvida para promover limpeza eficiente sem comprometer o equilíbrio natural da pele do animal, contendo aloe vera, calêndula e D-pantenol em sua formulação.

Não proteger os ouvidos contra a entrada de água

No momento de dar banho no pet em casa, a água que entra no ouvido pode causar incômodo e desencadear problemas na região, principalmente quando a umidade permanece no local por muito tempo. Por isso, é importante ter muito cuidado para não direcionar o jato de água diretamente para a cabeça e os ouvidos do pet.

O CRMV-SP orienta que uma pequena porção macia e arredondada de algodão seja inserida delicadamente na região externa dos ouvidos, para ajudar a evitar a entrada de água, sem empurrá-la para dentro do canal auditivo. Depois do banho, o algodão deve ser rapidamente retirado.

Utilizar água em temperatura inadequada

Caso a água esteja muito quente, há grandes chances de irritar ou até causar queimaduras na pele do animal. Já a água muito fria pode deixar o pet desconfortável, principalmente em dias frios ou se o animal for mais sensível.

Para o banho no pet em casa, a melhor escolha costuma ser uma água morna e confortável. Antes de molhar o corpo inteiro do animal, testar a temperatura com a própria mão é uma tarefa essencial.

Para deixar o momento mais tranquilo, o indicado é começar molhando as pernas e depois avançar para o restante do corpo, permitindo que o animal se acostume aos poucos com a água.

Não secar o pelo e a pele completamente

O banho deve terminar sempre com a secagem — uma etapa muito importante, pois deixar o pelo úmido por bastante tempo pode causar desconforto e contribuir para problemas na pele, principalmente se o animal tiver pelagem longa ou muito densa.

Após dar banho no pet em casa, o tutor deve utilizar toalhas para retirar o excesso de água e, quando necessário, um secador adequado, sempre com cuidado para não deixar o ar quente demais ou muito próximo da pele.

Dar banhos com frequência excessiva

Quanto mais banho, melhor? Não, não é bem assim: a frequência ideal depende de fatores como raça, tipo de pelo, rotina, ambiente e condições de saúde do animal.

Banho em excesso, principalmente com produtos inadequados, pode contribuir para o ressecamento ou irritação da pele. Por isso, o tutor deve conversar com um médico-veterinário para entender qual rotina faz sentido para aquele animal. O banho é indispensável para os cuidados de higiene, mas sem exageros.

Tornar o momento estressante e punitivo

Se o pet tem medo de água, do chuveiro ou até mesmo do secador, forçar a situação vai, sem dúvidas, piorar o problema. Brigar ou punir o animal durante o banho no pet em casa normalmente faz com que ele associe o momento a uma experiência negativa.

A melhor saída é agir com calma e paciência. Falar de maneira tranquila, fazer movimentos suaves e oferecer carinho ou um petisco depois do banho ajuda a criar uma associação positiva. Adestradores profissionais e o próprio CRMV-SP recomendam recompensar o animal após o banho para que o animal passe a relacionar o momento a uma experiência agradável.

O que fazer se entrar água no ouvido do pet durante o banho?

Caso entre um pouco de água no ouvido durante o banho no pet em casa, não é preciso entrar em pânico. O mais importante é não tentar resolver a situação colocando objetos no canal auditivo, visto que isso pode machucar o animal e empurrar sujeira para dentro.

Se o pet estiver confortável, o tutor pode secar delicadamente apenas a parte externa da orelha com uma toalha macia e permanecer observando o comportamento do animal nos dias seguintes. Caso ele coce a região com frequência, balance a cabeça repetidas vezes ou apresente mau cheiro ou secreção na região, é necessário procurar um médico-veterinário para uma consulta.

Qual é a maneira correta de dar banho em cachorro?

Para dar banho no pet em casa com mais segurança, o primeiro passo é deixar tudo preparado: shampoo específico para cães, toalhas, proteção dos ouvidos, escova e secador. Também é interessante escovar o pelo antes do banho, principalmente se o cachorro tiver pelagem longa, para evitar excesso de nós e oferecer uma limpeza mais profunda.

Depois, é preciso molhar o corpo do pet gradualmente com água morna, evitando jatos fortes diretamente na cabeça. Em seguida, pode ser aplicado o produto indicado para o animal, com massagens suaves e sempre evitando contato com os olhos.

O próximo passo é enxaguar muito bem o corpo do animal para não deixar resíduos e, depois, começar a secagem. O CRMV-SP recomenda que o tutor aproveite esse momento para observar a pele e identificar possíveis feridas, nódulos, pulgas ou carrapatos.

Filhotes podem tomar banho em casa a partir de qual idade?

Essa decisão depende da saúde do animal, de seu desenvolvimento, do ambiente e principalmente da orientação do médico-veterinário. Filhotes muito pequenos têm maior dificuldade para manter a temperatura corporal, então precisam de cuidados extras.

Antes de realizar o primeiro banho no pet em casa, converse com um veterinário, principalmente se o filhote ainda for muito novo ou estiver no período inicial de vacinação. Dependendo da situação, o profissional pode orientar uma higiene localizada ou com pano úmido até que o banho completo seja seguro.

Quando o banho for liberado, é essencial preparar o melhor ambiente possível, aquecido e sem correntes de ar. A temperatura da água deve ser confortável, o procedimento precisa ser rápido e o filhote precisa ser completamente seco ao final. Tudo isso porque, quanto mais positiva for a primeira experiência, maiores serão as chances de o pet se acostumar com a rotina de higiene.

Cachorro idoso exige algum cuidado especial no banho caseiro?

Com certeza! O cachorro idoso precisa de um pouco mais de atenção durante o banho no pet em casa, principalmente por ter maior sensibilidade ao frio e até dificuldade para ficar em pé por problemas articulares. O piso, por exemplo, precisa ser seguro e antiderrapante para diminuir o risco de escorregões. Outro cuidado necessário é evitar que o animal fique muito tempo molhado.

Um cachorro mais velho pode se cansar ou ficar estressado com mais facilidade, então também é importante respeitar o ritmo do animal. Por isso, quanto mais tranquilo e organizado for o banho no pet em casa, melhor.

Se o cachorro tiver doenças crônicas, dores ou limitações de movimento, o tutor deve conversar com o veterinário para saber se o banho em casa é realmente a melhor opção.

Em quais situações é recomendado procurar um banho profissional ou um médico veterinário?

A recomendação é que nem todo banho seja feito em casa. Procurar ajuda profissional, algumas vezes, é uma excelente atitude, além de ser mais seguro para o animal e até para o tutor. Isso é ainda mais válido quando o pet apresenta alterações que vão além de uma simples sujeira.

Em casos de doenças de pele, feridas, coceira intensa, secreções, infecções ou suspeita de parasitas, o banho pode até fazer parte do tratamento, mas o produto e a frequência precisam ser definidos de acordo com o diagnóstico e indicação de um veterinário.

O mesmo vale para animais com excesso de nós no pelo: tentar cortar ou desembaraçar nós muito apertados em casa pode machucar a pele do pet, principalmente quando o tutor não tem experiência. Um profissional de banho e tosa está apto para avaliar a situação e realizar o procedimento com mais segurança.

Também pode ser uma melhor saída procurar um serviço de pet shop quando o animal é muito grande, agressivo, assustado ou não permite ser manipulado. Insistir em dar banho no pet em casa pode aumentar o risco de acidentes para o animal e para a família.

No fim das contas, o banho no pet em casa será uma experiência simples e bacana se existir planejamento. Adquirir produtos próprios para os animais, controlar a temperatura da água, proteger os ouvidos, evitar estresse e garantir uma boa secagem são atitudes que ajudam a manter a higiene sem transformar o momento em uma dor de cabeça.

E lembre-se: se houver qualquer alteração na pele, ferida, dor ou comportamento diferente, o ideal é procurar orientação veterinária. Afinal, mais importante do que deixar o pet cheiroso é garantir que ele fique saudável.

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Fontes:

  • Chemitec
  • CRMV-SP
  • IBGE
  • Secretária da Saúde do Estado de São Paulo