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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Essa condição normalmente tem como característica uma tosse que não vai embora, sendo necessário saber identificá-la para cuidar do pet

Assim como os seres humanos, é normal um cachorro tossir de vez em quando. O animal costuma tossir principalmente depois de beber água muito rapidamente ou até quando se empolga durante uma brincadeira. Porém, quando acontece todos os dias, perdura semanas e parece nunca melhorar, é obrigação do tutor ligar o sinal de alerta.

A bronquite crônica canina é uma das causas possíveis para esse tipo de problema, sendo uma doença respiratória que acomete, principalmente, cães adultos e idosos. A enfermidade provoca uma inflamação persistente nos brônquios, o que deixa a passagem de ar mais dificultosa, resultando em desconforto para o animal.

De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), assim como ocorre com as pessoas, as doenças respiratórias estão entre as mais comuns em cachorros, sendo casos frequentes de atendimento em clínicas veterinárias de pequenos animais, com destaque para cães idosos.

O que é a bronquite crônica canina e quais são suas causas?

A bronquite crônica canina é uma inflamação das vias respiratórias inferiores que, com o passar do tempo, faz com que os brônquios fiquem mais sensíveis e produzam uma quantidade maior de secreção, aumentando as crises de tosse.

Na contramão de infecções respiratórias passageiras, a bronquite crônica canina costuma apresentar evolução lenta e consegue acompanhar o animal durante boa parte da vida. Por mais que nem sempre seja possível descobrir uma única causa, existem fatores que favorecem o aparecimento da doença, tais como:

  • Exposição constante à fumaça de cigarro;
  • Poeira;
  • Produtos de limpeza com cheiro forte;
  • Poluição;
  • Mofo;
  • Alergias respiratórias.

Episódios repetidos de inflamação das vias aéreas também podem contribuir para o desenvolvimento do problema, mas apenas em alguns casos.

Os principais fatores de risco e raças propensas

Qualquer cachorro pode desenvolver bronquite crônica canina, mas alguns possuem maior predisposição a ela. Por exemplo, cães de pequeno porte e de meia-idade ou idosos aparecem com mais frequência entre os diagnosticados.

Raças como poodle, yorkshire terrier, lulu da Pomerânia, maltês e shih tzu estão entre as que mais apresentam casos de bronquite crônica canina. O excesso de peso, por aumentar bastante o esforço respiratório, também é uma influência que pode piorar os sintomas.

Como identificar os sintomas e diferenciar a bronquite crônica de outras doenças?

A tosse seca é o principal sinal da bronquite crônica canina, principalmente se persistente e se piorar durante exercícios, momentos de agitação e até passeios. Muitos tutores relatam a impressão de que é como se o cachorro estivesse tentando “limpar a garganta”.

Além da tosse, alguns cães apresentam dificuldade para respirar, se cansam mais rapidamente e apresentam chiados no peito e até episódios de engasgo. Quando a condição está em estágios mais avançados, a oxigenação pode ser prejudicada.

Um ponto importante é que, como boa parte dos sintomas também aparece em doenças cardíacas, colapso de traqueia, pneumonia e outras alterações respiratórias, somente o médico-veterinário consegue confirmar se realmente se trata de bronquite crônica canina.

Bronquite crônica canina passa para outros cães ou para humanos?

Não, a bronquite crônica canina, por si só, não é contagiosa. Isso significa que ela não costuma ser transmitida para outros cães nem para pessoas, já que está relacionada principalmente a um processo inflamatório crônico das vias respiratórias, e não a uma infecção ativa.

Mesmo assim, é necessário lembrar que existem outras doenças respiratórias com capacidade de causar sintomas parecidos. Ou seja, o diagnóstico correto é indispensável.

Como o diagnóstico é realizado pelo veterinário?

O diagnóstico da bronquite crônica canina começa por uma conversa detalhada sobre o histórico do cachorro, avaliando há quanto tempo a tosse acontece — sendo, portanto, importante que o tutor tenha uma noção do período. O profissional também deve questionar quando a tosse piora e se existem outros sintomas.

Após testes clínicos, exames complementares devem ser solicitados para que doenças respiratórias e cardíacas sejam descartadas.

Os exames mais utilizados são:

  • Radiografia do tórax;
  • Exames de sangue;
  • Broncoscopia em casos específicos;
  • Lavado traqueal ou broncoalveolar;
  • Avaliação cardíaca (quando necessário).

A partir da soma do resultado desses exames, o veterinário consegue fechar um diagnóstico e definir o melhor plano de tratamento para cada caso.

Tratamento e controle da bronquite crônica canina

A bronquite crônica canina geralmente não tem uma cura definitiva, mas a enfermidade pode ser controlada. Assim, o objetivo do tratamento é reduzir a inflamação e suavizar a frequência da tosse.

Medicamentos

Dependendo da avaliação clínica, broncodilatadores, antitussígenos, antibióticos (quando houver infecção secundária) e medicamentos anti-inflamatórios devem ser indicados.

O Déxium® comprimidos, da Chemitec, é uma excelente opção de tratamento para alguns casos de bronquite crônica canina, sendo indicado para diversos processos inflamatórios em cães por sua ação antirreumática e antialérgica. Com a orientação do médico-veterinário e com a elucidação da causa de base por trás da inflamação, o Déxium® pode se tornar um aliado nos tratamentos dos pets.

No entanto, é importante reforçar que o medicamento não é indicado para todos os casos de bronquite crônica canina. Assim, sua utilização depende exclusivamente de avaliação clínica e do histórico do animal, e deve ser feita somente sob orientação do profissional responsável.

Manejo ambiental

O ambiente faz muita diferença para a recuperação do pet. Sendo assim, reduzir fatores que irritam as vias respiratórias do animal ajuda a diminuir as crises de tosse.

Nesse sentido, algumas medidas simples incluem evitar expor o animal a fumaça de cigarro, perfumes fortes, produtos de limpeza muito concentrados e poeira excessiva, além de manter a casa sempre bem ventilada.

Controle de peso e terapias

Como o excesso de peso aumenta o esforço respiratório e pode agravar bastante a bronquite crônica canina, é uma boa forma de cuidado manter o cachorro dentro do peso ideal. O veterinário também pode recomendar fisioterapia respiratória, nebulização, exercícios controlados e acompanhamento periódico para avaliar a evolução clínica do pet.

Quais cuidados essenciais o tutor deve ter em casa?

O tratamento vai além da clínica: o animal necessita de cuidados diários que farão total diferença no controle da bronquite crônica canina.

Em casa, é importante oferecer água fresca, manter uma alimentação equilibrada, evitar exercícios muito intensos durante crises de tosse e seguir exatamente as orientações do veterinário. Soma-se a isso a utilização de peitoral no lugar da coleira de pescoço durante passeios, pois reduz a pressão sobre a traqueia e ajuda a evitar episódios de tosse.

Mais uma atitude necessária é observar qualquer mudança no comportamento do animal: caso a tosse piore ou surjam dificuldades respiratórias, o retorno ao veterinário deve acontecer quanto antes.

Qual é a diferença entre a bronquite crônica e a tosse dos canis?

Os sintomas apresentados são parecidos, mas são doenças diferentes. Enquanto a chamada tosse dos canis é infecciosa e causada por vírus e bactérias (sendo, inclusive, altamente contagiosa entre cães), a bronquite crônica canina não é contagiosa e está relacionada a uma inflamação persistente das vias respiratórias, geralmente associada a fatores ambientais, idade ou predisposição individual.

A tosse dos canis normalmente melhora em algumas semanas quando tratada adequadamente. Já a bronquite crônica canina exige acompanhamento veterinário contínuo e controle ao longo da vida para reduzir as crises e proporcionar mais conforto ao animal.

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Fontes:

  • Chemitec
  • Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)
  • Universidade de São Paulo – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia