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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Saiba como a primavera influencia os carrapatos em bovinos, quais os riscos para o rebanho e como planejar um controle parasitário estratégico.

A chegada da primavera marca mudanças importantes nas condições climáticas de diversas regiões do Brasil. Para quem trabalha com pecuária, esse período também merece atenção ao manejo sanitário, especialmente ao controle de carrapatos em bovinos.

Além de comprometer o bem-estar dos animais, as infestações podem prejudicar o ganho de peso, reduzir a produção de leite e favorecer a transmissão de doenças.

Por isso, compreender a relação entre clima, ciclo dos carrapatos e manejo da propriedade é fundamental para planejar um controle parasitário eficiente.

Por que a primavera merece atenção no controle de carrapatos?

Os carrapatos são parasitas externos que se alimentam do sangue dos bovinos. Seu desenvolvimento está diretamente relacionado às condições ambientais, especialmente temperatura e umidade. Em regiões onde a primavera coincide com o aumento das temperaturas e o retorno das chuvas, as condições podem favorecer o desenvolvimento desses parasitas.

Entretanto, o comportamento das infestações não é igual em todas as propriedades. O clima regional, as características das pastagens e o histórico sanitário do rebanho influenciam os períodos de maior risco.

Segundo a Embrapa Gado de Leite, o planejamento do controle estratégico deve considerar a dinâmica do carrapato na pastagem e as condições climáticas locais. Em determinadas regiões, o final da estação seca pode representar uma oportunidade importante para reduzir a população desses parasitas antes de novos ciclos de infestação.

Assim, a primavera deve ser encarada como um momento de atenção ao planejamento sanitário, e não como uma indicação automática de tratamento.

 

Como os carrapatos prejudicam a saúde e a produtividade dos bovinos?

Os prejuízos causados pelos carrapatos vão além do desconforto provocado pelas picadas.

Em infestações significativas, esses parasitas podem comprometer a saúde dos animais e gerar impactos econômicos para a propriedade.

Entre as principais consequências estão:

  • Perda de sangue e anemia: a alimentação dos carrapatos pode contribuir para o enfraquecimento dos animais.
  • Redução do desempenho produtivo: o estresse e os efeitos das infestações podem comprometer o ganho de peso e a produção de leite.
  • Lesões na pele: as picadas podem prejudicar a integridade do couro e favorecer complicações.
  • Transmissão de doenças: os carrapatos participam da transmissão de agentes responsáveis pela tristeza parasitária bovina.
  • Aumento dos custos de produção: tratamentos, perdas produtivas e necessidade de intervenções adicionais podem comprometer a rentabilidade da atividade.

Esses impactos mostram por que o controle de carrapatos deve fazer parte do planejamento sanitário da propriedade, tanto na pecuária de corte quanto na leiteira.

 

Qual é o momento certo para controlar os carrapatos?

Um dos principais cuidados no manejo parasitário é compreender que o controle estratégico não significa simplesmente aumentar a frequência dos tratamentos.

O objetivo é identificar os períodos mais adequados para intervir, considerando o comportamento dos parasitas e as particularidades do sistema de produção.

Para isso, alguns fatores merecem atenção:

  1. Histórico de infestações da propriedade

Identificar os períodos em que os carrapatos costumam aparecer com maior intensidade ajuda a antecipar decisões e organizar o calendário sanitário.

  1. Condições climáticas da região

Temperatura, umidade e distribuição das chuvas influenciam o desenvolvimento dos carrapatos e sua permanência nas pastagens.

  1. Observação dos animais

O acompanhamento dos lotes permite identificar alterações na presença de carrapatos e possíveis impactos sobre a saúde e o desempenho do rebanho.

  1. Tratamentos anteriores

Registrar os produtos utilizados, as datas de aplicação e os resultados observados ajuda o médico-veterinário a avaliar a estratégia adotada.

  1. Avaliação da eficácia

A presença recorrente de parasitas após os tratamentos merece investigação. Falhas de aplicação, escolha inadequada do produto e resistência parasitária estão entre os fatores que precisam ser considerados.

O acompanhamento técnico permite integrar essas informações e definir um programa de controle adequado à realidade da propriedade.

 

Como prevenir infestações de carrapatos no rebanho?

A prevenção envolve diferentes práticas que, quando realizadas de maneira integrada, contribuem para reduzir os impactos das infestações.

Entre os principais cuidados estão:

– Monitorar regularmente os animais, observando a presença de carrapatos e possíveis alterações de comportamento ou desempenho.

– Acompanhar as condições das pastagens, considerando a participação do ambiente no ciclo dos parasitas.

– Manter registros sanitários atualizados, incluindo histórico de infestações e tratamentos realizados.

– Avaliar os resultados das intervenções, identificando possíveis dificuldades no controle.

– Seguir um programa orientado pelo médico-veterinário, com produtos e momentos de aplicação definidos conforme a necessidade do rebanho.

Vale lembrar que parte importante do ciclo dos carrapatos acontece fora dos animais. Por isso, o controle não deve considerar apenas os parasitas visíveis sobre os bovinos, mas também as condições que favorecem sua permanência na propriedade.

 

Ivertec 1%: um aliado no controle parasitário dos bovinos

Quando o tratamento medicamentoso é necessário, a escolha do produto deve considerar os parasitas envolvidos, as condições dos animais e o programa sanitário estabelecido pelo médico-veterinário.

O Ivertec 1% da Chemitec é um endectocida injetável à base de ivermectina 1%, indicado para o tratamento e controle de parasitas internos e externos em bovinos, incluindo carrapatos, conforme as indicações de bula. Sua formulação permite integrar o controle de diferentes parasitoses ao manejo sanitário do rebanho.

Para uma utilização responsável, é fundamental respeitar a indicação do produto, a via de administração, a dose calculada conforme o peso dos animais e as restrições e períodos de carência previstos na bula vigente.

Além disso, o tratamento deve estar associado ao acompanhamento da eficácia e às demais práticas de manejo da propriedade.

 

Controle estratégico começa com planejamento

A primavera é uma oportunidade para revisar o manejo sanitário, avaliar o histórico de infestações e identificar os cuidados necessários para os próximos meses.

Mais do que agir diante da presença de carrapatos, o controle estratégico envolve compreender o comportamento desses parasitas e tomar decisões adequadas à realidade de cada rebanho.

Com acompanhamento veterinário, monitoramento e soluções apropriadas, é possível reduzir os impactos das infestações e contribuir para a saúde e a produtividade dos bovinos.

Conheça o Ivertec 1% e as soluções da Chemitec para o cuidado com a saúde dos animais de produção.

 

REFERÊNCIA TÉCNICA EXTERNA

Embrapa Gado de Leite – Controle estratégico do carrapato dos bovinos
https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1189836?utm_source=chatgpt.com 

 

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