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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Mais comum em aves jovens, esse problema também pode atingir animais de diferentes idades quando as condições ambientais favorecem a proliferação do parasita

A coccidiose em aves é conhecida por causar prejuízos econômicos significativos e, principalmente, impactos diretos à saúde e ao desempenho dos animais na avicultura.

O órgão mais prejudicado pela enfermidade é o trato intestinal, o que acaba comprometendo o ganho de peso e a conversão alimentar dos animais. Infelizmente, alguns casos levam à mortalidade dos lotes.

Conhecer os sinais e, principalmente, as estratégias de prevenção são passos importantes para garantir mais proteção à avicultura.

O que é a coccidiose aviária?

A coccidiose em aves, ou coccidiose aviária, é um dos maiores desafios sanitários da avicultura moderna, causada por protozoários do gênero Eimeria. Eles se desenvolvem no intestino das aves e provocam lesões na mucosa intestinal, que prejudicam a absorção de nutrientes e causam inflamações de diferentes intensidades.

Existem várias espécies de Eimeria (sendo as mais relevantes para o setor avícola a E. tenella, a E. maxima e a E. acervulina) e cada uma costuma atacar uma região específica do intestino. Dependendo da espécie envolvida e da intensidade da infecção, a doença pode se manifestar de forma leve ou grave, comprometendo seriamente a saúde das aves.

Uma curiosidade que expõe a relevância das infecções causadas por essas espécies de Eimeria é que elas proporcionam grande impacto financeiro na produção avícola não só a nível nacional, mas em todo o mundo, com perdas anuais superiores a US$ 3 bilhões.

Transmissão e contágio da coccidiose em aves

A principal via de transmissão da coccidiose em aves é a ingestão de oocistos esporulados (formas resistentes do parasita eliminadas nas fezes de aves infectadas). O contágio, entretanto, só ocorre após a ingestão de um número elevado de oocistos esporulados por aves suscetíveis, ou seja: aquelas imunossuprimidas e/ou com doenças concomitantes.

As aves que estão doentes e aquelas que já se recuperaram da coccidiose eliminam os parasitas pelas fezes. Com isso, acabam contaminando a água, a ração, a cama aviária, a poeira e até o solo do ambiente de criação.

É importante entender, também, que esses agentes podem ser transportados por equipamentos, botas, roupas, veículos e insetos (como moscas e até roedores), facilitando a disseminação da doença em várias áreas da granja.

Os oocistos precisam do que pode ser chamado de “processo de desenvolvimento”. Em condições favoráveis de temperatura, umidade e oxigênio, essa evolução costuma acontecer em cerca de um a dois dias. Depois de desenvolvidos, são capazes de permanecer viáveis por longos períodos, principalmente em ambientes úmidos e com pouca higienização.

Esses parasitas apresentam resistência a alguns desinfetantes normalmente utilizados nas instalações avícolas, mas podem ser eliminados por temperaturas muito altas ou pelo congelamento. Já para o tratamento das aves, o antibiótico Chemitril® solução oral, da Chemitec, é um excelente aliado para os animais que apresentam diarreias infecciosas causadas por microrganismos.

Espécies de aves mais afetadas pela coccidiose

As galinhas e os perus são as maiores vítimas da coccidiose aviária.

Em relação às galinhas, as principais afetadas são os frangos de corte e aves jovens em fase de crescimento. Isso pode ser explicado porque os animais mais novos ainda não desenvolveram imunidade suficiente contra os parasitas.

Além das galinhas e dos perus, codornas, faisões e outras aves comerciais ou ornamentais também podem desenvolver a doença. Cada espécie possui tipos específicos de Eimeria que causam infecção, e, sendo assim, geralmente não ocorre transmissão entre espécies diferentes.

Sinais e sintomas da coccidiose em aves

Os sinais clínicos surgem de diferentes formas, provavelmente de acordo com a espécie do parasita causador e o nível de infecção.

Quando os casos são leves, as aves normalmente apresentam apenas redução do desempenho produtivo e crescimento mais lento, e não consomem a alimentação de maneira adequada.

Já em casos mais graves, a coccidiose aviária pode provocar sintomas como:

  • Diarreia;
  • Fezes com sangue;
  • Perda de peso;
  • Apatia;
  • Redução do consumo de água e ração;
  • Penas arrepiadas;
  • Queda na produção de ovos;
  • Aumento da mortalidade.

Não entender e não controlar o problema rapidamente pode resultar em lesões intestinais que favorecem o surgimento de infecções secundárias, agravando ainda mais o quadro clínico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da coccidiose em aves deve ser realizado por um médico-veterinário. O profissional avalia os sinais apresentados pelos animais com o suporte de exames específicos para a confirmação da doença.

Os principais métodos utilizados para identificar a doença são:

  • Análise das fezes: permite verificar a presença dos oocistos, estruturas eliminadas pelo parasita que ajudam a confirmar a infecção.
  • Avaliação das lesões intestinais: realizada durante a necropsia das aves, possibilita observar alterações no intestino e identificar a gravidade da doença na ganja.
  • Observação dos sinais clínicos: sintomas como diarreia, presença de sangue nas fezes, penas arrepiadas, falta de disposição e perda de peso podem indicar a coccidiose.
  • Exames laboratoriais mais específicos: em algumas situações, são realizados testes avançados para identificar com maior precisão o tipo de parasita envolvido na infecção.

A combinação dessas avaliações permite que o médico-veterinário faça um diagnóstico mais preciso e indique o melhor tratamento para proteger a saúde das aves. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o problema e reduzir os prejuízos na produção.

Como tratar a coccidiose em aves?

Após o diagnóstico, o médico-veterinário apresentará o tratamento mais adequado, que provavelmente será à base de medicamentos específicos para o controle dos protozoários. Além deles, é fundamental fornecer suporte adequado às aves, garantindo hidratação, conforto e recuperação nutricional. Muitas vezes, também é necessário controlar infecções bacterianas secundárias que surgem devido aos danos intestinais provocados pela doença.

O antibiótico Chemitril® solução oral é um excelente aliado para o tratamento de aves que apresentam diarreias infecciosas causadas por microrganismos. Desenvolvido pela Chemitec, é uma fórmula que traz enrofloxacino em sua composição. Esta substância é um bactericida com amplo espectro de ação, agindo por meio da inibição de uma enzima responsável pelo espiralamento da cadeia de DNA das bactérias e protozoários. Dessa forma, leva ao bloqueio dos processos de obtenção de energia dos microrganismos e interrompe sua divisão celular.

É importante salientar que o sucesso do tratamento da coccidiose em aves depende não apenas da medicação, mas também da correção dos fatores de manejo que favoreceram o aparecimento da doença.

Diferença entre a coccidiose cecal e a coccidiose intestinal

A coccidiose cecal ocorre principalmente nos cecos das aves (estruturas localizadas na porção final do intestino) e está normalmente associada à espécie Eimeria tenella, que é considerada uma das mais patogênicas para galinhas.

Nessa forma da doença, é comum observar fezes com sangue, anemia e maior mortalidade quando o tratamento não é iniciado rapidamente.

Já a coccidiose intestinal afeta diferentes regiões do intestino delgado das aves. Dependendo da espécie de Eimeria envolvida, os sinais devem incluir diarreia, perda de peso e redução do desempenho produtivo.

Por mais que ambas façam parte da coccidiose aviária, a localização das lesões e os sintomas apresentados variam consideravelmente.

Como prevenir a coccidiose aviária?

A estratégia mais eficiente para evitar prejuízos na produção é a prevenção. Como os microrganismos estão bastante distribuídos no ambiente, o foco deve ser reduzir a exposição das aves aos oocistos infectantes.

Algumas boas práticas de manejo e biosseguridade são:

  • Manter a cama aviária sempre seca e limpa;
  • Evitar o acúmulo de umidade nos galpões;
  • Higienizar com frequência equipamentos e instalações;
  • Controlar insetos e roedores;
  • Evitar superlotação;
  • Fornecer água limpa e de qualidade às aves;
  • Realizar vazio sanitário quando necessário;
  • Restringir o trânsito de pessoas e equipamentos entre diferentes áreas da granja.

Essas medidas podem diminuir a pressão de infecção e reduzir significativamente o risco de surtos de coccidiose em aves.

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Fontes:

Chemitec

Acta Tropica

MSD Veterinary Manual

Embrapa