A doença acomete cães de pequeno e grande porte a partir de problemas de mobilidade que impactam a qualidade de vida destes animais
A dificuldade para se deslocar causa impactos significativos na qualidade de vida dos animais de estimação, e é isso que faz a displasia coxofemoral em cães — uma condição esquelética que afeta a articulação do quadril e causa dor, dificuldade para caminhar e redução significativa na atividade física do animal.
A enfermidade tem forte influência genética, mas fatores ambientais também contribuem para o surgimento e agravamento desse problema.
O que é a displasia coxofemoral nos cães?
A displasia coxofemoral em cães tem como principal característica uma alteração no desenvolvimento da articulação do quadril ainda na fase de crescimento. Os tecidos moles, de sustentação, não evoluem no mesmo ritmo das estruturas ósseas e, como resultado, ocorre a frouxidão articular.
Em um animal saudável, a cabeça do fêmur se encaixa perfeitamente na cavidade do quadril, enquanto em cães com displasia, esse encaixe ocorre de forma inadequada, provocando atrito excessivo e desgaste progressivo da articulação.
Com o passar do tempo, a frouxidão articular vai causando desgaste ósseo e inflamação, levando ao desenvolvimento de osteoartrite e à degeneração progressiva da articulação coxofemoral.
Muitos cães apresentem sinais ainda jovens, amas alguns só demonstram sintomas mais claros somente na fase adulta ou até mesmo na fase idosa.
A doença é considerada multifatorial, ou seja: fatores genéticos, alimentação, crescimento acelerado, excesso de peso e intensidade dos exercícios físicos podem influenciar seu desenvolvimento.
Principais raças acometidas pela displasia coxofemoral em cães
Qualquer cachorro está sujeito à patologia, mas algumas raças são mais propensas à displasia coxofemoral em cães. As principais delas são:
- Labrador retriever;
- Golden retriever;
- Pastor alemão;
- Rottweiler;
- São Bernardo;
- Bernese;
- Mastiff;
- Terra-nova.
Segundo a Orthopedic Foundation for Animals (OFA), algumas dessas raças supracitadas apresentam índices de displasia coxofemoral superiores a 20% entre os animais avaliados, evidenciando a importância do controle genético na reprodução.
Principais sintomas e como identificar os sinais de alerta
A gravidade da alteração e a idade do animal têm grande influência no momento de identificar a condição, e é importante entender que, quando os casos são mais leves, os sinais podem passar despercebidos durante meses.
Os principais sintomas que indicam displasia coxofemoral em cães são:
- Dificuldade para se levantar;
- Relutância em subir escadas;
- Redução das brincadeiras;
- Claudicação (manqueira);
- Corrida semelhante à de um “coelho saltando”;
- Rigidez após períodos de descanso;
- Dor ao movimentar os membros posteriores.
Quanto mais cedo o tutor identificar os sinais, maiores serão as possibilidades de controle da doença e preservação da qualidade de vida do pet.
Como diagnosticar a displasia coxofemoral canina?
Para diagnosticar a doença, o médico-veterinário solicita uma avaliação clínica e exames de imagem. Durante a consulta, o profissional normalmente observa a forma como o animal caminha, faz testes ortopédicos específicos e consulta o histórico clínico do paciente.
A radiografia é o principal exame para confirmar o diagnóstico. Exames complementares podem ser solicitados para a avaliação do grau de comprometimento da articulação e para auxiliar na definição do tratamento.
É possível tratar displasia coxofemoral nos cães?
Infelizmente, não há cura definitiva para a maioria dos casos de displasia coxofemoral em cães, porém existem diversas opções para controlar os sintomas, reduzir a dor e melhorar a mobilidade do animal.
O tratamento varia conforme a idade do pet, o grau da doença e a intensidade dos sintomas. Entre as abordagens mais utilizadas estão:
- Controle do peso corporal;
- Fisioterapia veterinária;
- Exercícios supervisionados;
- Suplementação articular;
- Medicamentos para o controle da dor e da inflamação;
- Procedimentos cirúrgicos, em casos mais avançados.
Em casos em que o médico-veterinário indica um tratamento medicamentoso para a displasia coxofemoral em cães, um medicamento de destaque é o Flunixin® comprimidos da Chemitec, um anti-inflamatório com potente ação analgésica, antitérmica e antiendotóxica para cães. Seu princípio ativo, a flunixina, está contido em comprimidos de 5 mg. Trata-se de um fármaco anti-inflamatório não esteroide e não narcótico.
É importante salientar que muitos cães conseguem manter uma boa qualidade de vida durante anos quando recebem o acompanhamento adequado e o tutor realiza o controle correto da doença.
A displasia coxofemoral afeta felinos?
A displasia coxofemoral é muito mais comum e propensa a atingir os cães, mas também pode acometer os gatos. Entretanto, a incidência costuma ser menor, e muitos felinos apresentam poucos sinais clínicos.
Algumas raças de gatos, como maine coon e persa, demonstram predisposição genética maior para alterações articulares semelhantes.
É um desafio para o tutor entender que o gato está com o problema, pois os felinos tendem a esconder sinais de dor. Porém, alguns sintomas podem indicar problemas articulares em felinos, como menor disposição para saltar, dificuldade para subir em móveis, alterações de comportamento, redução da atividade física e claudicação ocasional.
Como prevenir casos de displasia coxofemoral nos cães?
Não é possível evitar completamente todos os casos, principalmente quando há forte predisposição genética. Porém, a adoção de algumas medidas ajuda a reduzir consideravelmente os fatores de risco associados à displasia coxofemoral em cães. Uma das principais estratégias é o controle do peso corporal do animal, já que o excesso de peso aumenta a carga sobre as articulações e acelera o desgaste do quadril.
Outras medidas importantes incluem:
- Manter uma alimentação balanceada durante o crescimento;
- Realizar exercícios adequados para a idade;
- Evitar atividades de alto impacto em filhotes;
- Manter consultas veterinárias regulares;
- Realizar a reprodução responsável de animais livres da doença;
- Manter o monitoramento de raças predispostas.
O acompanhamento veterinário, o manejo adequado e entender os primeiros sinais são ações que podem proporcionar mais qualidade de vida aos cães e minimizar os impactos dessa doença ortopédica bastante comum.
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Fontes:


