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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

A transmissão ocorre via carrapatos infectados, afetando cães e, com menor frequência, gatos

A doença de Lyme é uma infecção bacteriana ocasionada por carrapatos e conhecida principalmente por causar problemas articulares em pets. Embora seja mais comum em determinadas regiões do mundo, existem estudos brasileiros evidenciando a presença de anticorpos contra bactérias do grupo Borrelia — agente da doença — em cães.

Em território nacional, o assunto requer um pouco de cautela, uma vez que a chamada borreliose de Lyme-símile, ou síndrome de Baggio-Yoshinari, apresenta características diferentes da doença clássica descrita no Hemisfério Norte.

O que é a doença de Lyme?

A doença de Lyme é uma enfermidade causada por bactérias do gênero Borrelia transmitida pela picada de carrapatos infectados. Nos cães, o quadro mais marcante é a chamada claudicação migratória, quando o animal passa a mancar de uma pata e, depois, de outra, devido à inflamação das articulações. Já a maioria dos felinos não apresenta sintomas aparentes, mas os que adoecem normalmente têm febre e problemas nas articulações.

A infecção, muitas vezes, passa despercebida, pois diversos animais expostos à bactéria não desenvolvem sinais clínicos claros, o que torna o diagnóstico mais complexo.

O que causa a doença de Lyme em cães e gatos?

A doença de Lyme é causada por uma infecção por bactérias do grupo Borrelia, transmitidas principalmente por carrapatos. O carrapato funciona como vetor: ele se alimenta de um animal infectado e depois pode transmitir a bactéria para outro hospedeiro.

Logo, pets que frequentam áreas rurais, matas, terrenos com vegetação ou locais com grande circulação de animais têm maior exposição à doença. A prevenção dos carrapatos é uma das principais formas de reduzir o risco de contato com agentes transmitidos por eles.

Os cães são mais suscetíveis a pegar a doença?

Sim, principalmente quando comparados aos gatos: os cães são mais presentes em casos clínicos de borreliose de Lyme. Nos gatos, a infecção acontece, mas manifestações clínicas são consideradas menos comuns.

A exposição de cães a agentes relacionados à Borrelia é um fato. Em uma pesquisa realizada no Paraná, 26 de 83 cães avaliados, ou 31,3%, apresentaram anticorpos anti-Borrelia burgdorferi pelo método utilizado no estudo.

Qual é a gravidade da doença de Lyme em cães e gatos?

A gravidade da doença de Lyme é bastante relativa. Muitos animais infectados não apresentam sintomas, enquanto outros podem desenvolver febre, falta de apetite, cansaço e problemas articulares. Existem casos, menos comuns, em que ocorrem alterações em órgãos como rins, coração e sistema nervoso.

Nos cães, a manifestação mais conhecida é a inflamação das articulações, que causa dor e dificuldade para caminhar. Como esses sintomas também aparecem em diversas outras doenças, é impossível afirmar que o animal tem doença de Lyme apenas porque começou a mancar.

Quais são os principais sintomas da doença de Lyme nos pets?

Os sinais da doença de Lyme podem aparecer lenta e discretamente, e nem sempre surgem logo depois da picada do carrapato. Entre os sintomas mais conhecidos em cães estão a claudicação (que pode mudar de uma pata para outra), febre, perda de apetite, letargia e aumento dos linfonodos.

Nos gatos, os sinais são ainda menos específicos. Quando aparecem, normalmente incluem dificuldade para andar, febre, falta de apetite, cansaço e, em alguns casos, alterações respiratórias. Nos felinos, a doença também é capaz de afetar as articulações, rins, coração ou sistema nervoso.

Em geral, alguns sinais que merecem atenção são:

  • Manqueira ou dificuldade para caminhar;
  • Dor e inchaço nas articulações;
  • Febre;
  • Cansaço e apatia;
  • Falta de apetite;
  • Aumento dos linfonodos;
  • Alterações neurológicas ou respiratórias em casos específicos.

Como é feito o diagnóstico e qual é o tratamento indicado?

Não é possível diagnosticar a doença de Lyme nos pets a partir de um exame único. O veterinário deve considerar se o animal teve contato com carrapatos, os sinais apresentados, resultados laboratoriais e a possibilidade de outras doenças transmitidas por esses parasitas, como erliquiose e anaplasmose.

Exames sorológicos podem ajudar a identificar exposição à bactéria, enquanto PCR e outras análises costumam ser utilizados em situações específicas. Um ponto importante é que, às vezes, o animal tem anticorpos e nunca desenvolverá a doença clínica, então o resultado precisa ser interpretado junto com o quadro do pet.

Quando existe diagnóstico ou forte suspeita clínica, o tratamento costuma envolver antibióticos, sendo a doxiciclina considerada uma das opções de primeira linha para cães com borreliose de Lyme.

Protocolo com antibiótico Doxy-Top®

A Chemitec possui o antibiótico Doxy-Top®, à base de doxiciclina, em seu portfólio de produtos veterinários, sendo uma excelente opção no tratamento de borreliose em cães e gatos.

É importante reforçar que o medicamento não deve ser administrado por conta própria, já que a dose, frequência, duração e necessidade do antibiótico dependem do diagnóstico e das características do animal.

Anti-inflamatórios e analgésicos

Em um quadro de doença de Lyme em pets, medicamentos para controlar a dor e a inflamação também costumam fazer parte do tratamento quando o veterinário considera necessário, principalmente diante de incômodos nas articulações.

Em caso de indicação veterinária, a Chemitec possui o Elo-xicam®, produto à base de meloxicam, disponível para cães e gatos. O produto é indicado para processos inflamatórios e condições dolorosas agudas.

É importante considerar que o Elo-xicam® não elimina a bactéria causadora da doença, ele atua no controle dos sinais inflamatórios e dolorosos.

Como prevenir a doença de Lyme e proteger a sua família?

A melhor estratégia para reduzir o risco da doença de Lyme em pets é evitar que eles sejam expostos ao contato com carrapatos e retirar rapidamente qualquer parasita encontrado no animal. É necessário que esse controle seja parte da rotina, principalmente para animais que frequentam áreas de vegetação, sítios, chácaras ou locais com presença de carrapatos.

Também é importante cuidar do ambiente: a limpeza de áreas externas, o controle de infestações e o acompanhamento veterinário ajudam a diminuir a exposição.

O tutor deve verificar regularmente a pele do pet, principalmente depois de passeios em áreas de maior risco, como as citadas acima.

Em resumo, alguns cuidados importantes incluem:

  • Usar produtos carrapaticidas indicados pelo veterinário;
  • Examinar o animal após passeios em áreas de vegetação;
  • Remover carrapatos rapidamente e com cuidado;
  • Manter o ambiente limpo;
  • Procurar orientação veterinária diante de sinais suspeitos.

Um cão ou gato infectado pode transmitir a doença de Lyme diretamente para o tutor?

A resposta é não. A doença de Lyme não é transmitida diretamente do cão ou gato infectado para uma pessoa por meio de carinho, contato com a pele ou convivência. Porém, o risco está no carrapato infectado, que também pode picar o ser humano.

Isso significa que cuidar do pet também é uma forma indireta de cuidar da família, principalmente quando há infestação de carrapatos no ambiente.

A doença de Lyme tem cura completa em cães?

É possível que a doença de Lyme responda ao tratamento com antibióticos. Inclusive, muitos cães apresentam melhora dos sinais clínicos logo após o início da terapia. O Manual MSD relata que a resposta ao tratamento costuma ser rápida, mas também destaca que alguns animais têm resolução incompleta ou temporária dos sinais.

Por isso, não basta apenas tratar os sintomas, o acompanhamento veterinário é indispensável para avaliar a evolução do paciente e investigar possíveis complicações ou outras doenças transmitidas por carrapatos. O controle desses parasitas também deve continuar mesmo depois da recuperação para reduzir novas exposições.

Em resumo, a doença de Lyme em pets exige atenção principalmente quando o pet apresenta histórico de contato com carrapatos e sinais como febre, cansaço e alterações articulares.

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Fontes:

  • Chemitec
  • Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo/USP
  • Manual MSD de Veterinária
  • PubMed