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Porco deitado e doente
Imagem: Shutterstock

Considerada um dos grandes desafios enfrentados por produtores, a doença requer rápida intervenção para evitar perdas

A meningite em suínos é uma enfermidade de rápida evolução e com potencial de causar altas taxas de mortalidade na suinocultura, especialmente em leitões na fase de creche. Caracterizada pela inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal —, é geralmente provocada por agentes infecciosos, sobretudo bactérias.

O que causa a meningite em suínos?

A causa principal da meningite em suínos está associada a infecções bacterianas, com destaque para o Streptococcus suis (sorotipos 1 e 2) — o agente mais comum em surtos da doença. O microrganismo pode estar presente no trato respiratório dos animais e se tornar patogênico em situações de estresse ou baixa imunidade.

Outro agente relevante é a bactéria Haemophilus parasuis, que também tem capacidade de desencadear quadros sistêmicos, incluindo meningite, principalmente em leitões jovens. Fatores como desmame precoce, mudanças bruscas de ambiente e condições inadequadas de manejo favorecem a instalação da doença.

Além disso, a meningite em suínos muitas vezes surge a partir de complicação de outras infecções sistêmicas, como a salmonelose, que em casos mais graves acaba comprometendo o sistema nervoso central dos animais.

Como funciona a transmissão da meningite?

A transmissão acontece, principalmente, por via respiratória, através do contato direto entre animais infectados e saudáveis. Locais com muitos animais juntos facilitam a propagação da doença, por isso a necessidade constante de manter o controle sanitário nas granjas.

Já a transmissão indireta pode acontecer por equipamentos, instalações contaminadas e até mesmo pelas mãos e roupas dos manejadores. A falta de biossegurança aumenta consideravelmente o risco de surtos.

A meningite em suínos também tem relação com condições de estresse que reduzem a imunidade dos animais, favorecendo a multiplicação bacteriana e a disseminação da doença no rebanho, como:

  • Transporte;
  • Mudanças climáticas;
  • Falhas nutricionais.

Principais sintomas e sinais de meningite em suínos

Normalmente, os sinais são neurológicos e evoluem muito rapidamente, destacando-se:

  • Andar em círculos;
  • Falta de coordenação motora;
  • Movimentos de pedalagem;
  • Decúbito lateral (deitar-se de lado com a coluna alinhada);
  • Rigidez do pescoço.

Outros aspectos que os animais podem apresentar são:

  • Febre e apatia;
  • Dificuldade para se levantar;
  • Alterações comportamentais.

Quando a enfermidade alcança estágios mais avançados, é comum observar tremores, convulsões e até morte súbita.

A meningite afeta principalmente leitões na fase de creche, porque é o período em que estão mais vulneráveis por conta da queda da imunidade passiva. Por isso, a observação constante do comportamento dos animais é essencial para identificar precocemente qualquer alteração.

Tratamento de suporte e uso de antibióticos

O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível para mais chances de recuperação.

Em geral, o tratamento envolve o uso de antibióticos de amplo espectro, além de medicamentos anti-inflamatórios e, claro, de suporte clínico.

O uso de antibióticos injetáveis, como o Chemiflor® Solução Injetável da Chemitec, pode ser uma estratégia eficaz no controle da infecção bacteriana. O medicamento é um antimicrobiano de amplo espectro à base de florfenicol, contribuindo para a redução da carga microbiana e para a recuperação dos animais afetados.

Também é importante lembrar que, além da terapia medicamentosa, é fundamental garantir aos animais: conforto térmico, hidratação adequada e fácil acesso à alimentação.

Estratégias de prevenção e controle da meningite em suínos

A prevenção da meningite em suínos passa pelo manejo sanitário adequado e pela biossegurança da granja. Entre as principais estratégias, citam-se:

  • Controle da densidade animal;
  • Melhoria das condições ambientais;
  • Higienização rigorosa de instalações e equipamentos;
  • Cronograma de vacinação adequado;
  • Nutrição balanceada.

Também é benéfico para a granja reduzir fatores de estresse, como transporte inadequado e mudanças bruscas de temperatura.

A meningite suína pode ser passada para humanos?

Para alguns casos específicos, a resposta é: sim, a meningite em suínos tem potencial zoonótico. O principal agente envolvido na transmissão para pessoas é o Streptococcus suis, que pode infectar especialmente os humanos que têm contato direto com suínos ou produtos contaminados.

A infecção dos suínos para humanos não é comum, mas pode acontecer principalmente em pessoas que trabalham em granjas, frigoríficos ou clínicas veterinárias. Isso faz com que o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) seja indispensável.

 

Fontes:

Chemitec

Manual MSD