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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Se o seu pet anda se coçando muito e apresenta algumas feridas na pele, ele pode estar sofrendo com piodermite canina, doença relativamente comum em cães

A piodermite canina é uma infecção bacteriana de pele bastante incômoda para o cachorro, pois costuma aparecer com coceira, vermelhidão, crostas, queda de pelos e pequenas lesões com pus.

Por mais que possa parecer apenas uma irritação de pele, a piodermite canina muitas vezes está relacionada a outro problema, como alergias, parasitas ou alterações na barreira cutânea. Sendo assim, descobrir a causa do quadro é importante para evitar que a infecção evolua.

O que é a piodermite canina?

A piodermite canina é uma infecção bacteriana capaz de atingir diferentes camadas da pele dos cães. Entre as bactérias envolvidas está o Staphylococcus pseudintermedius, um dos principais agentes causadores de infecções de pele em cães.

A doença é classificada pela profundidade, que pode ser superficial ou profunda, dependendo de quanto a infecção avançou. O tipo e a dimensão do problema ajudam o médico-veterinário a definir quais cuidados e medicamentos serão necessários.

Tipos de piodermite em cães

A classificação da piodermite canina depende principalmente da profundidade da infecção, diferença que é importante porque um quadro superficial pode exigir cuidados diferentes de uma infecção que atingiu camadas mais profundas da pele. Além disso, a aparência das lesões nem sempre mostra sozinha a gravidade do problema.

Piodermite superficial

Nessa classificação, a infecção fica mais próximo da superfície da pele. É comum surgir vermelhidão, pequenas pústulas, crostas, descamação e falhas no pelo. Esse tipo de infecção pode estar associado a alergias, umidade excessiva, parasitas e outras alterações que prejudicam a proteção natural da pele.

O tratamento costuma contar com cuidados tópicos e, dependendo do caso, medicamentos prescritos pelo veterinário.

Piodermite profunda

Na piodermite profunda, como o nome já indica, a infecção alcança camadas mais profundas da pele. As lesões podem ser maiores e são bastante doloridas e acompanhadas de secreção e inchaço.

Esse quadro exige mais atenção porque há a possibilidade de causar bastante desconforto e apresentar maior dificuldade de controle. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor tende a ser o controle da infecção e da causa associada.

O que causa a piodermite canina?

A piodermite canina aparece quando a barreira natural da pele é prejudicada e as bactérias conseguem se multiplicar de forma excessiva. A presença dessas bactérias não significa, por si só, que o cachorro desenvolverá uma infecção.

O Staphylococcus pseudintermedius, por exemplo, é bastante comum no organismo canino, mas não significa que todos os cachorros vão apresentar esse problema, porque, normalmente, essa bactéria costuma ser inofensiva.

Pode-se dizer que uma das causas mais comuns de piodermite canina é quando o sistema imunológico do cachorro está comprometido, permitindo um crescimento anormal dessa bactéria, causando a infecção. Assim, é possível concluir que essa doença vira uma consequência de outro problema que já afetava o cão.

Alergias, pulgas, ácaros, alterações hormonais, umidade, traumas causados pela coceira e doenças que reduzem a defesa do organismo podem favorecer o problema. Por isso, tratar somente a infecção pode não ser suficiente para evitar novas crises.

Principais sintomas da piodermite canina

Os sinais da piodermite canina ocorrem de acordo com a região afetada e a profundidade da infecção. De modo geral, o tutor percebe primeiro alterações na pele e no comportamento do cachorro, principalmente quando existe muita coceira.

Observar a pele do pet regularmente ajuda a perceber o problema logo no começo. Áreas como barriga, patas, axilas, virilha e regiões com dobras podem apresentar alterações com maior facilidade.

Coceira intensa e vermelhidão

Um dos sintomas mais comuns da piodermite canina é a coceira, que faz com que o cão fique lambendo, mordendo ou esfregando constantemente o local da ferida. Com o tempo, a tendência é que esse comportamento machuque ainda mais a pele.

A vermelhidão também pode aparecer nas áreas inflamadas. Quando o animal continua se coçando, o trauma facilita o surgimento de novas lesões e piora a infecção.

Queda de pelos localizada ou generalizada

Na piodermite canina, falhas na pelagem aparecem em uma região específica ou em várias partes do corpo. O próprio ato de coçar e lamber contribui para a queda dos pelos.

No entanto, a perda de pelos também pode estar relacionada à causa que provocou a infecção. Por isso, é importante investigar, também, se existe alergia, parasitismo ou outra doença de pele.

Formação de pústulas e crostas

As pústulas são pequenas bolinhas que podem conter pus e lembram espinhas. Quando elas são rompidas, acabam deixando crostas ou pequenas feridas na pele.

Esse tipo de lesão é bastante comum em quadros superficiais, e não é recomendado estourar as pústulas ou aplicar medicamentos utilizados em humanos por conta própria.

Pele com odor forte e descamação

Na piodermite canina, há ocorrências em que a pele do pet apresenta cheiro desagradável, oleosidade e descamação: esses sinais possivelmente indicam alterações importantes na saúde da pele e precisam ser rapidamente avaliados.

Sendo assim, quando o odor aparece junto com feridas, secreção, coceira intensa ou queda de pelos, vale a pena procurar um veterinário.

A piodermite canina é grave?

A piodermite canina é considerada leve quando fica apenas nas camadas superficiais da pele, mas se torna mais complexa quando chega a tecidos mais profundos. A gravidade depende da extensão da infecção e da condição geral do animal.

Outro ponto importante é descobrir por que a infecção apareceu. Se houver uma alergia ou outra doença por trás do problema, tratar apenas as bactérias pode aliviar os sintomas temporariamente, mas a infecção tende a voltar.

Como o médico-veterinário realiza o diagnóstico?

O diagnóstico da piodermite canina começa com o exame da pele e principalmente da região afetada. O veterinário observa o tipo de lesão, a localização, a intensidade da coceira e possíveis fatores que podem estar contribuindo para a infecção.

Em certos casos, são indicados exames como citologia, raspado de pele, cultura bacteriana e teste de sensibilidade aos antibióticos. Esses recursos ajudam principalmente quando a infecção é recorrente, profunda ou não responde ao tratamento inicial.

Qual é o tratamento da piodermite em cães?

O tratamento da piodermite canina considera a profundidade da infecção e a causa associada. Quando as feridas são superficiais, o veterinário pode indicar produtos tópicos, como shampoos antissépticos, sprays ou soluções específicas para a pele.

Produtos antissépticos ajudam no controle da carga bacteriana e na limpeza adequada das áreas afetadas. A frequência e o tipo de produto devem seguir a orientação do veterinário. Também é importante manter a pele seca e evitar que o cachorro fique lambendo ou mordendo as lesões. Em algumas situações, o profissional pode recomendar medidas para impedir esse comportamento durante a recuperação.

Quando a infecção é mais extensa ou profunda, deve ser necessário utilizar antibiótico. Neste caso, se indicado pelo médico-veterinário, pode ser utilizado o antibiótico Chemitril® comprimidos, da Chemitec, que é à base de enrofloxacino e possui indicação para cães com determinadas infecções bacterianas, incluindo as infecções dérmicas causadas por bactérias.

Entretanto, o Chemitril® deve ser utilizado somente quando indicado e acompanhado pelo médico-veterinário, que avaliará a necessidade do medicamento, a dose e a duração do tratamento.

Como prevenir a piodermite canina?

A prevenção da piodermite canina requer cuidar da pele do animal e, principalmente, controlar os fatores que favorecem novas infecções. O controle de pulgas e de outros parasitas, por exemplo, ajuda a reduzir lesões provocadas por coceira.

Também é importante manter a higiene adequada, secar bem o cachorro após o banho e observar mudanças na pele. Se o animal tem infecções recorrentes, é ainda mais importante investigar a causa em vez de tratar apenas cada nova crise.

Resumidamente, alguns cuidados essenciais incluem:

  • Manter o controle de pulgas e carrapatos em dia;
  • Secar bem a pele do pet depois do banho;
  • Evitar usar produtos sem orientação veterinária;
  • Observar regularmente a pele e os pelos do cão;
  • Procurar atendimento veterinário ao perceber feridas ou coceira persistente.

É possível controlar a piodermite canina com mais facilidade quando ela é identificada cedo e tratada de acordo com a real causa. Por isso, ao notar alterações na pele do animal, o ideal é buscar orientação profissional e evitar a automedicação.

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Fontes:

  • Chemitec
  • Pubvet
  • Inova Hospital Veterinário