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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Relacionada a uma infecção que pode atingir os tecidos do casco e provocar inflamação, a condição tende a aparecer em ambientes úmidos, sujos e com excesso de matéria orgânica

O cuidado com os cascos do gado é uma tarefa que jamais deve ficar em segundo plano. Afinal, um bovino que sente dor para caminhar tende a se movimentar menos e até a reduzir seu desempenho produtivo.

Existem alguns problemas que afetam a região dos cascos, sendo uma delas a pododermatite infecciosa em bovinos, condição que merece diagnóstico e intervenção rápidos para evitar que a lesão piore.

Na prática, a pododermatite infecciosa em bovinos está relacionada a uma infecção que pode atingir os tecidos do casco e provocar inflamação, dor e lesões. O problema é mais propenso a aparecer quando os animais ficam expostos a ambientes úmidos, sujos e com excesso de matéria orgânica, além de situações que favorecem ferimentos nos cascos.

Assim, prevenção, higiene, acompanhamento dos animais e tratamento adequado são pontos inegociáveis para manter o rebanho saudável. Caso os primeiros sinais apareçam, a recomendação é procurar um médico-veterinário rapidamente.

O que é a pododermatite infecciosa em bovinos?

A pododermatite infecciosa em bovinos acomete a região dos cascos dos animais e se apresenta por inflamação, dor e bastante dificuldade para caminhar. Essa inflamação acomete a região interdigital, que fica na junção da pele com o casco, causando claudicação e lesões de aspecto necrótico purulento, com capacidade para evoluir para um comprometimento articular.

A condição também é conhecida como flegmão ou frieira. Entre os agentes relacionados a infecções nos cascos estão as bactérias Fusobacterium necrophorum e Dichelobacter nodosus, que penetram em uma lesão inicial ou microlesão.

Esse problema é ainda mais preocupante em sistemas de criação onde os bovinos estejam frequentemente expostos a umidade, lama e fezes — condições que acabam favorecendo as chamadas doenças podais em geral.

É importante notar que nem todo problema no casco é igual, uma vez que existem diferentes doenças e lesões podais capazes de apresentar sintomas parecidos. Por isso, o diagnóstico feito pelo veterinário é fundamental para o tratamento correto.

O que causa a pododermatite infecciosa em bovinos?

A pododermatite infecciosa em bovinos costuma ter relação com a presença de bactérias e com as condições de manejo que facilitam a entrada desses microrganismos nos tecidos do casco. Logo, pequenas lesões, rachaduras e traumas são como portas de entrada para agentes infecciosos.

O ambiente também tem um papel crucial: locais constantemente molhados, com lama, fezes acumuladas e pouca higiene aumentam a exposição dos cascos a microrganismos. Além disso, pisos inadequados ou muito abrasivos colaboram com o surgimento de lesões na região.

Ou seja, controlar a pododermatite infecciosa em bovinos não depende apenas de tratar os animais doentes, sendo necessário ter atenção ao manejo como um todo, incluindo a higiene das instalações, a qualidade do piso, a drenagem da água e os cuidados preventivos com os cascos.

A pododermatite infecciosa passa de um boi para o outro?

Como a pododermatite infecciosa em bovinos normalmente tem relação com a contaminação do ambiente e a presença de agentes infecciosos onde os animais circulam, significa que um lugar contaminado tende a favorecer a ocorrência de novos casos no rebanho.

Por esse motivo, quando vários animais apresentam problemas nos cascos, é importante investigar as condições de manejo e higiene da propriedade. A simples aplicação de medicamentos nos animais afetados pode não resolver o problema se as condições que desencadeiam a infecção continuarem presentes.

A prevenção deve envolver medidas intensas de biosseguridade, limpeza e desinfecção das instalações, além do acompanhamento dos animais. A Chemitec destaca que a desinfecção de ambientes pecuários é uma prática importante para reduzir riscos de contaminação e contribuir para a saúde dos animais. A marca possui, em seu catálogo, diversos tipos de desinfetantes que podem ser utilizados na pecuária de acordo com as necessidades específicas de cada caso.

Principais sintomas da pododermatite infecciosa em bovinos

Reconhecer os sinais rapidamente ajuda a evitar que a pododermatite infecciosa em bovinos avance e cause impactos maiores na produção, e, principalmente, no animal afetado. O primeiro passo é observar o comportamento do gado durante a rotina, a partir de sinais que merecem atenção especial, como:

  • Dificuldade ou relutância para caminhar;
  • Claudicação;
  • Inchaço na região do casco;
  • Vermelhidão e sensibilidade;
  • Feridas ou áreas de necrose;
  • Odor desagradável e forte nos cascos;
  • Queda no consumo de alimento;
  • Redução da produção de leite ou do ganho de peso.

Claudicação

A claudicação é um dos sinais mais fáceis de perceber: o bovino manca, anda com dificuldade ou evita apoiar uma das patas no chão. Em alguns casos, ele também permanece deitado por mais tempo que o normal, além de demonstrar resistência para se levantar.

Como a dor interfere diretamente na movimentação, a claudicação nunca deve ser ignorada. Quanto mais tempo o animal permanece com dor, maiores podem ser os prejuízos para seu bem-estar e desempenho.

Inchaço e vermelhidão

O inchaço e a vermelhidão na região próximo ao casco muitas vezes indicam um processo inflamatório que, dependendo da evolução da pododermatite infecciosa em bovinos, pode gerar sensibilidade ao toque da área e fazer com que o animal demonstre dor durante a avaliação.

Por isso, ao perceber alterações nos membros ou nos cascos, o ideal é separar o animal para uma avaliação mais cuidadosa.

Necrose com odor forte

Em estágios mais avançados, há a possibilidade de surgir áreas de necrose, feridas e um odor bem desagradável.

Esse tipo de alteração é um sinal de alerta e exige avaliação veterinária quanto antes, já que a presença de tecido necrosado pode ser uma infecção mais grave, com necessidade de intervenção rápida.

Queda de produtividade

A tendência é que o bovino com dor mude seu comportamento. Ele acaba caminhando menos e tem dificuldade para ingerir alimentos e até água, resultando em redução no desempenho produtivo.

Em rebanhos leiteiros, problemas de casco e claudicação são totalmente preocupantes porque comprometem a rotina dos animais e contribuem para perdas produtivas. Na pecuária de corte, a dificuldade de locomoção também tende a afetar o acesso ao alimento e o ganho de peso.

Como funciona o tratamento para pododermatite infecciosa em bovinos?

O tratamento da pododermatite infecciosa em bovinos é baseado na gravidade da lesão, nos microrganismos envolvidos e principalmente nas condições do animal. Ou seja, não existe uma receita única que sirva para todos os casos.

O médico-veterinário vai avaliar o casco, identificar a extensão da infecção e apontar a melhor estratégia. Às vezes, pode ser necessário realizar limpeza e procedimentos locais. Quando há infecção bacteriana, o profissional normalmente considera o uso de antibióticos adequados.

Limpeza e casqueamento corretivo

A limpeza adequada da região afetada é uma etapa importante, pois vai permitir uma avaliação mais precisa da lesão. Dependendo do caso, o casqueamento corretivo pode ser recomendado para retirar partes comprometidas, além de reduzir a pressão sobre áreas doloridas.

O procedimento precisa ser realizado por um profissional capacitado e de acordo com a avaliação veterinária, uma vez que o casqueamento feito de maneira incorreta tende a causar novos traumas e piorar a situação.

Antibiótico Chemiflor® solução injetável

Quando a causa diagnosticada é por infecção bacteriana, o veterinário normalmente considera a administração de um antibiótico. O Chemiflor® solução injetável, da Chemitec, é um antimicrobiano à base de florfenicol constantemente indicado para bovinos e apresenta ação contra diferentes bactérias sensíveis, incluindo a Fusobacterium necrophorum, uma das causadoras da pododermatite em bovinos.

Entretanto, por mais que seja um medicamento eficaz e de excelente qualidade, é fundamental destacar que o Chemiflor® solução injetável não pode ser utilizado por conta própria. A escolha do medicamento precisa considerar o diagnóstico, o agente envolvido e as características do animal. Nós, da Chemitec, orientamos que o uso de antibióticos deve ser feito de forma responsável e somente conforme recomendação de um médico-veterinário.

E mais: é essencial respeitar as recomendações de uso e os períodos de carência. Informamos também que há restrições específicas para determinadas vacas leiteiras e animais em lactação quando o leite é destinado ao consumo humano.

Manejo do local

Após a identificação de um caso, vem a necessidade de avaliar o ambiente onde o animal vive. Se o local continuar úmido, sujo ou com excesso de matéria orgânica, os riscos de novos problemas vão continuar elevados.

Sempre que possível, o animal afetado deve ter acesso a um espaço limpo e seco. Ao mesmo tempo, a propriedade deve reforçar as medidas de higiene e observar os demais bovinos para identificar novos casos rapidamente.

Como prevenir a pododermatite infecciosa em bovinos?

É importante que a prevenção da pododermatite infecciosa em bovinos seja feita antes mesmo de haver qualquer sinal da doença. Deve-se adotar um bom programa de manejo, que combine higiene, inspeção dos cascos, controle da umidade e bastante atenção às condições do piso.

A ideia é diminuir os fatores que favorecem ferimentos e a exposição dos animais a microrganismos. Afinal, prevenir é muito mais interessante do que esperar que algum animal adoeça para começar a agir.

Limpeza do confinamento

A limpeza frequente é de longe uma das medidas mais importantes para manter o ambiente saudável. Fezes, lama e excesso de umidade devem ser controlados sempre que possível, principalmente nas áreas de maior circulação dos animais.

Para auxiliar na higienização das instalações pecuárias, a Chemitec produz e comercializa o desinfetante Quatermon® 50%. À base de cloreto de benzalcônio, o produto pode ser utilizado na desinfecção de ambientes como estábulos, salas de ordenha, bezerreiros e baias, seguindo as diluições e condições de uso recomendadas.

desinfetante Quatermon® 50% controla a disseminação de microrganismos, e sua ampla ação contra agentes patogênicos importantes é uma característica que assegura sua alta usabilidade.

É importante lembrar que o desinfetante deve ser utilizado conforme as orientações do fabricante. A limpeza física do local, com retirada da sujeira e da matéria orgânica, também é uma etapa importante antes da desinfecção, pois o excesso de resíduos prejudica a eficácia do processo.

Uso estratégico do pedilúvio

O pedilúvio pode fazer parte de um programa de prevenção e controle de problemas podais, principalmente em sistemas de produção nos quais há um alto número de lesões nos cascos. A estrutura deve ser planejada de acordo com a realidade da propriedade e utilizada com orientação técnica.

Para funcionar, o pedilúvio precisa estar limpo e receber a solução adequada, na concentração recomendada. O manejo também deve evitar que a estrutura se transforme em mais um ponto de contaminação para os animais.

O recomendado é que o uso do pedilúvio não seja visto como uma solução isolada. É necessário que ele seja parte de um conjunto de medidas que inclua higiene, controle da umidade, inspeção dos cascos e acompanhamento veterinário.

Manutenção preventiva dos cascos

A manutenção dos cascos é outra importante aliada para a prevenção da pododermatite infecciosa em bovinos. Observar e avaliar constantemente o estado dos cascos permite identificar alterações antes que elas se transformem em lesões mais graves.

Esse casqueamento preventivo deve ser realizado por profissional capacitado e sempre considerando o sistema de criação e as características do rebanho. O objetivo é manter a saúde dos cascos sem causar cortes ou traumas desnecessários.

Vale lembrar que a prevenção da pododermatite infecciosa em bovinos depende de uma rotina de cuidados. Observar os animais diariamente, manter as instalações limpas e secas, cuidar dos cascos e buscar orientação veterinária diante dos primeiros sinais são atitudes que ajudam a proteger o bem-estar do rebanho e reduzir os prejuízos para a produção.

Entre em contato e saiba onde encontrar os produtos Chemitec: https://chemitec.com.br/onde-encontrar/

 

Fontes:

  • Chemitec
  • Embrapa
  • Revista Saúde – UNG