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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

O mau hálito é muito mais do que um simples incômodo: o tártaro em pets é um convite a doenças periodontais, dor e até perda de dentes

O tártaro em pets acomete tanto cães quanto gatos. Tudo começa com a placa bacteriana, formada pela mistura de resíduos de alimentos e bactérias que ficam acumulados sobre os dentes e perto da gengiva.

Segundo o CRMV-SP, cerca de 70% a 80% dos cães apresentam algum grau de doença periodontal, fato que escancara como a saúde bucal dos pets merece atenção.

Além disso, a entidade destaca que a prevenção começa com cuidados frequentes em casa e acompanhamento veterinário.

O que é o tártaro em pets e como ele se forma na boca de cães e gatos?

O tártaro em pets nada mais é do que a placa bacteriana que endurece e se calcifica em cima dos dentes. Quando a higiene bucal não é feita com a regularidade correta, essa camada vai ficando mais espessa e afeta a região próximo à gengiva.

Passando o tempo, o acúmulo de tártaro favorece a inflamação da gengiva e acaba contribuindo para a evolução da doença periodontal.

O mau hálito é praticamente o primeiro sinal a ser percebido pelo tutor, porém é válido entender que alterações mais sérias podem estar acontecendo mesmo sem sinais muito evidentes.

Complicações de não tratar o tártaro em pets

Ignorar o tártaro em pets não é uma boa ideia, já que, conforme a doença periodontal avança, o animal apresenta gengivas inflamadas, sangramento, dor, dentes moles e, consequentemente, até perda de dentes.

Consequentemente, o problema também impacta a qualidade de vida do animal. Segundo o CRMV-SP, doenças periodontais muitas vezes se associam a alterações que vão além da boca, fato que reforça a importância do cuidado com a higiene oral dos animais.

Como saber se meu cachorro está com tártaro?

O mau hálito contínuo é um dos sinais mais fáceis de perceber no tártaro em pets. Também é possível observar uma camada amarelada, marrom ou escura próximo aos dentes, principalmente nos molares e pré-molares, pois é ali que o acúmulo é maior.

Além disso, outros sinais merecem atenção, como:

  • Dificuldade para mastigar;
  • Redução do apetite;
  • Salivação excessiva;
  • Sangramento na gengiva;
  • Hábito de esfregar a boca com as patas.

Tártaro em pets: o que fazer ao notar o problema?

Ao perceber mau hálito ou dentes com bastante acúmulo de tártaro nos pets, o primeiro passo é agendar uma avaliação com um médico-veterinário. Isso porque a quantidade de tártaro visível não mostra necessariamente tudo o que está acontecendo abaixo da gengiva, existindo a necessidade de uma consulta com profissional.

De forma alguma é recomendado tentar raspar os dentes do animal em casa, muito menos com objetos ou ferramentas. Além de machucar a gengiva, essa tentativa pode causar sangramento e não remover a placa bacteriana que está escondida em regiões mais profundas.

E se o pet ainda estiver comendo normalmente?

Mesmo que o cachorro ou gato continue comendo, não quer dizer que a boca dele esteja saudável. Os pets costumam esconder sinais de dor e podem manter alguns hábitos mesmo sentindo desconforto.

Por isso, consultas odontológicas periódicas são importantes. Em 2026, o CRMV-SP reforçou a recomendação de avaliações odontológicas, no mínimo, a cada seis meses, permitindo identificar alterações antes que elas avancem.

Como funciona o procedimento de limpeza de tártaro (tartarectomia)?

A tartarectomia é um procedimento que remove o tártaro acumulado nos dentes. Na prática, o veterinário avalia a boca do animal, remove os excessos de tártaro e verifica as condições das gengivas e dos dentes, podendo solicitar exames complementares se achar necessário.

A limpeza profissional é completamente diferente da higiene bucal feita em casa. Quando o tártaro já está endurecido, a escovação não consegue simplesmente removê-lo: o CRMV-SP explica que o tratamento periodontal profissional é necessário para alcançar áreas que a higiene doméstica, mesmo que feita regularmente, não consegue limpar adequadamente.

Existem ocasiões em que a avaliação e a limpeza completas podem exigir anestesia, principalmente para permitir que o profissional examine e trate regiões abaixo da gengiva com segurança. Em alguns pets, também são utilizadas radiografias odontológicas para identificar alterações que não aparecem apenas a olho nu.

Como prevenir o retorno do tártaro no dia a dia do seu pet?

Após a limpeza profissional, a prevenção fica ainda mais importante. A escovação frequente ajuda a controlar a formação da placa bacteriana antes que ela endureça e vire o tártaro em pets.

Sendo assim, é altamente recomendada a escovação diária como uma das principais medidas preventivas. Para animais que ainda não estão acostumados, o ideal é começar aos poucos, permitindo que o pet se adapte ao contato com a boca e aos produtos de higiene.

E, quando se fala em higiene, a Chemitec produz produtos que facilitam o cuidado com a boca do pet. Um exemplo é a dedeira da linha ChemiPet Care®, que pode auxiliar na limpeza mecânica dos dentes e gengivas. A orientação da Chemitec é utilizá-la com movimentos suaves, principalmente próximo à linha da gengiva.

Outra excelente opção é o spray bucal da linha ChemiPet Care®, desenvolvido para cães e gatos para complementar os cuidados diários de higiene oral. O produto foi pensado para auxiliar na manutenção da higiene da boca e no controle do mau hálito.

Resumidamente, uma rotina simples de cuidados pode ajudar bastante a manter a saúde bucal dos pets, como:

  • Fazer a higiene bucal regularmente;
  • Observar dentes e gengivas com frequência;
  • Não usar pasta de dente humana;
  • Procurar o veterinário diante de mau hálito persistente;
  • Fazer avaliações odontológicas periódicas;
  • Após uma limpeza profissional, manter os cuidados preventivos.

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Fontes:

  • Chemitec
  • CRMV-SP
  • Prefeitura de São Paulo