Reconhecer o tétano precocemente é extremamente importante para frear essa condição que possui rápida evolução e gera altas taxas de mortalidade no rebanho
Causado pela Clostridium tetani, uma bactéria que se encontra no solo, fezes e ambientes contaminados, o tétano em bovinos é uma doença infecciosa grave, afetando o sistema nervoso dos animais por meio de uma toxina potente, ocasionando contrações musculares intensas e progressivas.
Embora não seja muito frequente, o tétano em bovinos é extremamente preocupante devido à sua alta taxa de mortalidade e rápida evolução clínica.
Principais causas e formas de infecção de tétano em bovinos
A enfermidade se desenvolve quando os esporos (estruturas de resistência de espécies de microrganismos) da bactéria Clostridium tetani entram no organismo por meio de feridas. Esses microrganismos estão amplamente distribuídos no ambiente, principalmente em solos contaminados, esterco e objetos sujos.
As lesões costumam ser bastante pequenas e, muitas vezes, passam despercebidas. Porém, quando criam um ambiente anaeróbico (com baixa oxigenação), favorecem a multiplicação da bactéria e a produção da toxina responsável pelos sintomas da doença.
Estão entre as principais formas de infecção do tétano em bovinos:
- Ferimentos causados por manejo inadequado, como castração, descorna e aplicação de medicamentos sem assepsia;
- Lesões acidentais provocadas por objetos contaminados, como arames, pregos ou galhos;
- Partos, infecções uterinas e problemas no umbigo de bezerros também podem servir como porta de entrada para a bactéria.
Sintomas e sinais clínicos de tétano em bovinos
Os sintomas surgem, normalmente, entre 5 e 21 dias pós-infecção, a depender da gravidade e do local da lesão. O sintoma mais característico é a rigidez muscular, que se inicia de forma discreta e evolui rapidamente.
No início, o animal apresenta dificuldade para se movimentar, postura rígida e muita sensibilidade a estímulos como luz e som. Com o avanço da doença, surgem espasmos musculares intensos e contínuos.
Outros sinais clínicos importantes são:
- Trismo (dificuldade de abrir a boca), também conhecido como mandíbula travada;
- Rigidez generalizada, cauda ereta e dificuldade para se alimentar.
Em casos mais extremos de tétano em bovinos, o animal pode apresentar dificuldade respiratória devido à contração dos músculos envolvidos na respiração, fator que pode levar à morte se não houver intervenção rápida.
Estratégias de prevenção e controle para tétano em bovinos
A vacinação é considerada a medida mais importante de prevenção ao tétano, devendo ser incluída no calendário sanitário da propriedade. Como na maioria das enfermidades, a prevenção deve ser levada como a principal estratégia para evitar a doença, já que o tratamento é complexo e, muitas vezes, ineficaz.
Além da vacinação, o manejo adequado é essencial: procedimentos rotineiros devem ser realizados com materiais esterilizados e em condições higiênicas, fatores que reduzem significativamente o risco de contaminação.
Somado a esses pontos, outro passo fundamental é o cuidado com feridas, sendo que qualquer lesão deve ser limpa e tratada imediatamente, evitando a instalação da bactéria.
A adoção de boas práticas sanitárias contribui diretamente para reduzir a incidência de tétano em bovinos no rebanho.
Tratamento de suporte para bovinos infectados
O tratamento de suporte precisa ser iniciado o mais rápido possível e sempre com uma abordagem intensiva. Entre as medidas mais comuns, estão o uso de soro antitetânico, de antibióticos e de medicamentos de suporte clínico para manter o animal em condições adequadas.
Os antibióticos são indicados para o controle da infecção bacteriana e para evitar complicações secundárias. Assim, surge a importância de um medicamento de qualidade, como o antibiótico Chemiflor® Solução Injetável, da Chemitec, que pode ser utilizado como suporte no controle de infecções secundárias, contribuindo para a recuperação do animal. O medicamento injetável para bovinos é indicado para doenças respiratórias e enterites infecciosas.
Também é essencial manter o bovino em ambiente tranquilo, com pouca luminosidade e estímulos reduzidos, uma vez que estímulos externos podem agravar os espasmos musculares.
Outro ponto importante é o suporte nutricional e hídrico, principalmente em casos mais avançados de tétano em bovinos.
O tétano é contagioso entre os animais?
O tétano em bovinos não é uma doença contagiosa, ou seja, não ocorre transmissão direta entre os animais do rebanho. A infecção é individual, acontecendo quando o animal entra em contato com a bactéria por meio de feridas contaminadas. Logo, pode-se afirmar que um animal doente não representa risco direto de transmissão para os demais.
Porém, fica um alerta: a presença de um caso de tétano em bovinos indica que o ambiente pode estar contaminado ou que há falhas no manejo sanitário.
Qual é a taxa de mortalidade do tétano em bovinos?
A taxa de mortalidade de tétano em bovinos é bastante elevada, especialmente se o diagnóstico for demorado. A gravidade está totalmente relacionada à ação da toxina no sistema nervoso, o que pode comprometer funções vitais como a respiração.
Segundo o site Vetscraft, o tétano em animais apresenta:
- 50% de mortalidade geral em infecções agudas;
- Pode ultrapassar 80% em bezerros (animais jovens);
- Em muitos casos clínicos, é considerado “frequentemente fatal” ou com mortalidade ≥ 80%.
De forma geral, o tétano é uma doença potencialmente fatal, que em muitos casos leva à morte se não houver tratamento adequado.
Fontes:



