Saiba como reconhecer os sintomas e reduzir prejuízos na produção de leite
A mastite é uma das doenças mais comuns e prejudiciais na pecuária leiteira, impactando diretamente a produtividade, a qualidade do leite e a rentabilidade do produtor. Entender os diferentes tipos de mastite em vacas é fundamental para implementar estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento.
Essa inflamação da glândula mamária pode ser causada por diferentes agentes infecciosos, além de fatores ambientais e de manejo. Por isso, conhecer suas variações e características ajuda a agir rapidamente, reduzindo perdas econômicas e garantindo o bem-estar animal.
Quais são os tipos de mastite em vacas?
Existem variados tipos de mastite em vacas, sendo classificados principalmente de acordo com a manifestação clínica e a origem da infecção. A seguir, explicamos os principais tipos e suas causas e sintomas.
Mastite clínica
A mastite clínica é a forma mais evidente da doença, sendo facilmente identificada durante a ordenha ou na observação do animal, sendo um dos principais tipos de mastite em vacas que ocorrem no dia a dia da produção leiteira.
Geralmente, está associada à infecção por bactérias como Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Escherichia coli. Pode ocorrer devido a falhas na higiene, lesões nos tetos ou manejo inadequado.
Os sinais são visíveis e exigem atenção imediata, incluindo:
- Inchaço e vermelhidão na glândula mamária;
- Aumento da temperatura local;
- Dor ao toque;
- Presença de grumos, pus ou sangue no leite;
- Redução na produção leiteira;
- Em casos mais graves, febre e apatia.
Esse tipo de mastite exige atenção imediata, pois pode evoluir rapidamente e comprometer a saúde do animal.
Mastite subclínica
A mastite subclínica é considerada a forma mais comum e também a mais perigosa entre os tipos de mastite em vacas, já que não apresenta sinais visíveis.
Semelhante à mastite clínica, a mastite subclínica é causada principalmente por agentes infecciosos, mas com menor intensidade inicial ou resposta inflamatória menos evidente.
Mesmo sem sinais aparentes, alguns indícios podem ser observados, como:
- Ausência de sinais visíveis no úbere;
- Leite aparentemente normal;
- Aumento da contagem de células somáticas (CCS);
- Queda gradual na produção de leite.
Apesar de silenciosa, essa forma pode causar grandes prejuízos, pois reduz a qualidade do leite e pode se espalhar facilmente no rebanho.
Mastite contagiosa
A mastite contagiosa é transmitida de vaca para vaca, principalmente durante o processo de ordenha, sendo um dos tipos de mastite em vacas que mais exigem atenção quanto ao manejo sanitário.
Está relacionada a microrganismos que vivem na pele do úbere ou nos canais mamários, sendo disseminados por equipamentos contaminados, mãos dos ordenhadores ou panos de limpeza. Entre os principais agentes envolvidos estão Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae.
Os sinais podem variar, mas geralmente incluem:
- Alterações no leite;
- Infecções persistentes;
- Alta taxa de transmissão no rebanho.
O controle desse tipo de mastite está diretamente ligado à higiene na ordenha e ao manejo sanitário adequado.
Mastite ambiental
A mastite ambiental ocorre quando os agentes causadores estão presentes no ambiente em que os animais vivem, sendo outro dos importantes tipos de mastite em vacas relacionados às condições do ambiente.
Está associada a bactérias presentes no solo, nas fezes, na água e na matéria orgânica, como a Escherichia coli e a Klebsiella spp. Ambientes úmidos, sujos e com acúmulo de matéria orgânica favorecem a ocorrência desse tipo de mastite.
Os sintomas podem ser leves ou graves, incluindo:
- Alterações no leite;
- Inflamação do úbere;
- Em casos severos, sintomas sistêmicos.
A prevenção depende principalmente da limpeza e do manejo adequado das instalações.
Como diagnosticar a mastite em bovinos?
O diagnóstico correto é essencial para identificar os tipos de mastite em vacas e definir o tratamento mais adequado.
Entre os principais métodos utilizados, destacam-se:
- Teste da caneca de fundo preto: permite identificar alterações visíveis no leite, como grumos e pus.
- Teste CMT (California Mastitis Test): detecta mastite subclínica por meio da reação com células somáticas.
- Contagem de células somáticas (CCS): avalia a qualidade do leite e indica se há inflamação.
- Cultura microbiológica: identifica o agente causador da infecção.
Além disso, a observação diária do comportamento das vacas e da produção leiteira é fundamental para detectar sinais precoces da doença.
Protocolos de tratamento para mastite em vacas
O tratamento da mastite deve ser realizado com base no tipo da doença, na gravidade do quadro e no agente causador identificado.
Entre os principais protocolos, destacam-se:
- Uso de antibióticos intramamários: indicados principalmente para infecções bacterianas.
- Terapia sistêmica: para casos mais graves, com comprometimento geral do animal.
- Descarte do leite contaminado: para evitar riscos à saúde humana.
- Isolamento do animal infectado: reduz a disseminação da doença no rebanho.
- Correção de falhas de manejo: essencial para evitar novos casos.
Dentro desse contexto, o uso de soluções eficazes e seguras é indispensável.
Um exemplo é o antibiótico Gentatec® Mastite 150 mg da Chemitec, que possui gentamicina como princípio ativo e é indicado para o tratamento de mastites agudas e crônicas causadas por bactérias sensíveis.
Sua formulação em suspensão oleosa é desenvolvida para aplicação intramamária, permitindo ação direta no local da infecção, com maior eficácia no controle dos microrganismos e menor impacto sistêmico no animal. A administração deve ser feita com orientação do médico-veterinário, geralmente com aplicações a cada 24 horas por, no mínimo, três dias consecutivos.
Além do tratamento, é fundamental investir em medidas preventivas, como:
- Higienização correta dos equipamentos de ordenha;
- Uso de pré e pós-dipping;
- Manter os ambientes limpos e secos;
- Capacitação da equipe.
Essas práticas ajudam a reduzir significativamente a incidência da doença.
Compreender os diferentes tipos de mastite em vacas é essencial para garantir a saúde do rebanho, a qualidade do leite e a sustentabilidade da produção leiteira.
A identificação precoce da doença, aliada a um diagnóstico preciso e ao uso de tratamentos adequados, permite controlar o quadro de forma eficiente. Além disso, investir em boas práticas de manejo e prevenção é o melhor caminho para evitar prejuízos e promover o bem-estar animal.
Entre em contato e saiba onde encontrar os produtos Chemitec: https://chemitec.com.br/onde-encontrar/
Fontes:



