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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

A tosse dos canis é uma doença respiratória bastante contagiosa entre cães, principalmente em ambientes com muitos animais

Se o cachorro passou a tossir de forma seca, repetitiva e parecendo que está engasgado, é importante ficar atento, pois a tosse dos canis, também conhecida como traqueobronquite infecciosa canina, é uma doença respiratória bastante comum. Ela surge, principalmente, quando o cão tem contato próximo com outros animais.

Na maioria dos casos, apresenta evolução leve e até com um certo limite. Mesmo assim, a tosse dos canis pode ser preocupante em filhotes, cães idosos ou animais debilitados.

Segundo o Manual MSD de Veterinária, em alguns casos o quadro evolui para broncopneumonia, principalmente em animais mais vulneráveis.

O que é a tosse dos canis (traqueobronquite infecciosa canina)?

A tosse dos canis é uma infecção que ocorre principalmente nas vias respiratórias dos cães. Ela recebe esse nome porque costuma se espalhar rapidamente em locais onde vários animais ficam próximos, como hotéis para pets, creches, abrigos, canis e até clínicas veterinárias.

Na prática, não existe apenas um agente considerado responsável pela doença. A bactéria Bordetella bronchiseptica é um dos principais agentes envolvidos, mas vírus, como o da parainfluenza canina e o adenovírus canino tipo 2, também podem participar do quadro.

O que causa a tosse dos canis?

A tosse dos canis está muito relacionada ao contato entre cães. Além dos microrganismos, algumas condições ambientais podem aumentar o risco. Ambientes fechados, com ventilação inadequada, umidade, mudanças de temperatura e grande concentração de animais, facilitam a disseminação dos agentes respiratórios.

A tosse dos canis é contagiosa?

A tosse dos canis é altamente contagiosa entre cães. A transmissão ocorre por meio de gotículas e secreções respiratórias, além do contato próximo e de objetos ou ambientes contaminados.

Isso explica o fato de que surtos acontecem rapidamente em locais com muitos cachorros. O CRMV-SP cita parques, praças, canis, hotéis, abrigos e lojas de animais entre os ambientes onde o contato entre cães pode favorecer a transmissão.

Outro ponto de atenção é que um animal infectado pode apresentar sinais discretos e ainda participar da disseminação dos agentes respiratórios. Por isso, diante de tosse persistente, é importante evitar contato com outros cães até que o médico-veterinário avalie o caso.

Sinais e sintomas da tosse dos canis

O sinal mais comum é uma tosse seca e insistente, bastante semelhante a um engasgo ou a um “som de ganso”. O cachorro pode tossir várias vezes seguidas e, depois, apresentar ânsia ou tentativa de eliminar secreções.

De acordo com o Manual MSD de Veterinária, quadros mais graves podem apresentar, além da tosse seca, febre, secreção nasal purulenta, falta de apetite e apatia, sinais que podem indicar comprometimento pulmonar e necessidade de avaliação veterinária.

Como o diagnóstico é confirmado?

O diagnóstico da traqueobronquite infecciosa se inicia por avaliação clínica, em que o veterinário avalia o histórico do animal e informações sobre contatos recentes com outros cães, além de realizar o exame físico.

Há determinados casos, principalmente quando os sintomas são intensos, persistentes ou há suspeita de outras doenças, em que podem ser solicitados exames complementares. Testes de PCR e cultura podem auxiliar na identificação de Bordetella bronchiseptica, por exemplo.

Qual é o tratamento indicado para tosse dos canis?

O tratamento da tosse dos canis é indicado de acordo com a causa e intensidade dos sintomas. Quando o caso é leve, às vezes o próprio organismo consegue controlar a infecção e o tratamento é direcionado principalmente para oferecer suporte e conforto ao animal.

Quando há envolvimento bacteriano, complicações ou maior risco de agravamento, o médico-veterinário deve indicar medicamentos específicos.

É importante lembrar que o uso de antibióticos não pode ser feito por conta própria, pois nem toda tosse tem origem bacteriana e a escolha do medicamento depende da avaliação clínica.

Além da medicação prescrita, é importante manter o cão em um ambiente confortável, limpo e bem-ventilado. Também é importante evitar exercícios intensos e contato com outros cães enquanto houver risco de transmissão.

Antibiótico Doxy-Top®

O antibiótico Doxy-Top® faz parte da linha de medicamentos veterinários disponibilizada pela Chemitec e, quando indicado pelo médico-veterinário, é um excelente combatente de infecções, sendo um antimicrobiano à base de doxiciclina, pertencente à classe das tetraciclinas, com um mecanismo de ação que impede bactérias sensíveis de continuarem se multiplicando.

A escolha do medicamento, dose, duração e necessidade do tratamento dependem de fatores como peso do animal, idade, histórico clínico, gravidade da infecção e possíveis doenças associadas. Além disso, o uso inadequado de antimicrobianos pode contribuir para a resistência bacteriana. Por isso, o Doxy-Top® deve ser utilizado sempre sob indicação e orientação do médico-veterinário.

Como prevenir a tosse dos canis e proteger o seu cão?

A tosse dos canis é evitada principalmente com vacinação, higiene e cuidado com ambientes onde há alta concentração de animais. Não existe uma única medida que elimine completamente o risco e nem garantias de que a condição não acometerá o cão, mas uma rotina preventiva reduz bastante as chances de infecção e de transmissão.

Antes de deixar o cachorro em uma creche, hotel ou hospedagem, por exemplo, é uma boa atitude conversar com o veterinário sobre o protocolo vacinal mais adequado, além de verificar quais medidas sanitárias são adotadas no local.

A vacina específica contra a tosse dos canis

Existem vacinas destinadas à prevenção da traqueobronquite infecciosa canina. Entretanto, a necessidade da vacinação e o protocolo adequado dependem da avaliação do médico-veterinário e do nível de exposição do animal, uma vez que cães que frequentam creches, hotéis, exposições ou ambientes com outros cachorros podem ter uma necessidade preventiva diferente daqueles que vivem com pouca exposição.

Higienização e isolamento preventivo

Uma medida um tanto simples, mas muito importante, é manter ambientes limpos e bem-ventilados. Camas, potes, brinquedos e áreas de circulação devem receber higienização adequada e frequente, e isso é ainda mais essencial quando há mais de um animal no mesmo local.

Se um cachorro apresentar tosse, o ideal é reduzir o contato com outros cães e buscar orientação veterinária. O isolamento preventivo ajuda a diminuir a possibilidade de espalhar a doença.

A tosse dos canis é transmissível para seres humanos ou gatos?

A tosse dos canis é, principalmente, uma doença respiratória dos cães, e a transmissão entre cachorros é a principal preocupação. Porém, a Bordetella bronchiseptica, um dos agentes envolvidos, também pode infectar outras espécies, incluindo gatos e, em situações específicas, seres humanos.

O risco para pessoas é considerado baixo, mas merece atenção especial quando há indivíduos imunocomprometidos (pessoas que têm o sistema de defesa do corpo mais fraco ou que não funciona bem). Uma publicação do CDC cita Bordetella bronchiseptica entre os agentes associados a doenças zoonóticas de preocupação para pessoas imunocomprometidas.

Gatos podem apresentar infecções respiratórias envolvendo Bordetella bronchiseptica, embora o complexo respiratório felino tenha outros agentes mais característicos, como herpesvírus felino e calicivírus.

Por isso, se houver cães e gatos convivendo no mesmo ambiente e um deles estiver doente, é recomendável conversar com o médico-veterinário sobre os cuidados necessários.

Quanto tempo dura a tosse dos canis no cachorro?

A tosse dos canis, na maioria dos casos, mostra evolução leve e pode melhorar de forma espontânea. O Manual MSD descreve a doença como geralmente leve e autolimitada, mas alerta que ela tem capacidade de evoluir para broncopneumonia em filhotes ou para problemas respiratórios mais persistentes em cães debilitados ou idosos.

O tempo de recuperação varia conforme o agente envolvido, a saúde do animal e a intensidade da infecção. Por isso, não há como estabelecer um período fixo para todos os cachorros.

Quando procurar um médico-veterinário?

Uma tosse ocasional acaba não representando uma emergência, mas o sintoma merece avaliação quando é frequente, intenso ou aparece junto de outros sintomas. Quanto antes o quadro for investigado, mais fácil pode ser identificar a causa e definir os cuidados necessários.

Procure um médico-veterinário especialmente se o cachorro apresentar dificuldade para respirar, febre, apatia intensa, perda de apetite, secreções abundantes ou piora progressiva. Filhotes, cães idosos e animais com outras doenças também precisam de atenção especial.

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Fontes:

  • Chemitec
  • CRMV-SP
  • CDC – Emerging Infectious Diseases
  • Manual MSD de Veterinária