Considerada uma parasitose, impacta diretamente o bem-estar de cães e gatos
Causada por vermes do gênero Toxocara, sendo Toxocara canis (em cães) e Toxocara cati (em gatos) os principais responsáveis pela infecção, a toxocaríase é uma das verminoses mais comuns em pequenos animais, especialmente em filhotes. Além de impactar diretamente o bem-estar dos pets, também representa um risco à saúde pública, pois pode ser transmitida aos seres humanos.
O que é a toxocaríase nos animais?
É uma infecção intestinal causada por nematódeos (vermes redondos) que se alojam principalmente no intestino delgado de cães e gatos. Esses parasitas se alimentam dos nutrientes ingeridos pelo animal, prejudicando sua nutrição e desenvolvimento. Muitas vezes, a toxocaríase pode passar despercebida em fases iniciais, especialmente quando as infecções são leves. No entanto, quando há grande carga parasitária, os sinais clínicos tornam-se evidentes e podem comprometer seriamente a saúde do animal, principalmente em filhotes.
Outro ponto de atenção é que os ovos eliminados nas fezes dos pets contaminam o ambiente, podendo permanecer no local por longos períodos. Isso facilita a disseminação da toxocaríase, tornando o controle mais desafiador em locais com animais.
Causas, transmissão e ciclo de vida da toxocaríase
A doença ocorre quando o animal ingere ovos infectantes presentes no ambiente, como em solo contaminado, água ou alimentos. Após a ingestão, as larvas eclodem, migram pelo organismo e, após isso, se instalam no intestino, e é lá onde se tornam vermes adultos.
Em filhotes, a transmissão da toxocaríase costuma ocorrer de forma ainda mais precoce e intensa. Nos cães, a infecção pode acontecer ainda na gestação (transmissão transplacentária) ou pela amamentação. Já em gatos, a principal via é a transmissão pelo leite materno.
Nos animais adultos, geralmente ocorre pela ingestão de ovos presentes no ambiente ou pela ingestão de hospedeiros paratênicos (como roedores). Nestes casos, as larvas podem ficar envolvidas em tecidos, podendo surgir em momentos de baixa imunidade.
Esse ciclo complexo contribui para a continuação da toxocaríase no ambiente e reforça a necessidade de controle contínuo, especialmente em locais com muitos animais.
Sintomas comuns da toxocaríase em cães e gatos
Os sinais clínicos variam conforme a idade do animal e a carga parasitária. Filhotes tendem a apresentar sintomas mais evidentes, enquanto adultos podem ser assintomáticos ou apresentar sinais leves.
Abdômen distendido
Um dos sinais que mais simbolizam a toxocaríase em filhotes é o abdômen inchado, conhecido popularmente como “barriga de verme”. Isso ocorre por conta do acúmulo de parasitas no intestino, associado à produção de gases.
O sintoma surge frequentemente acompanhado por condição corporal ruim, mesmo quando o animal aparenta se alimentar normalmente.
Problemas digestivos
A doença também acarreta diarreia, vômitos e presença de vermes nas fezes ou no vômito. Inclusive, esses sinais indicam uma infestação significativa e devem ser investigados rapidamente. Além disso, a absorção inadequada de nutrientes pode levar à desnutrição, mesmo em animais com apetite preservado.
Sinais respiratórios
Durante o ciclo migratório das larvas, a toxocaríase pode afetar o sistema respiratório, o que costuma resultar em tosse, secreção nasal e dificuldade respiratória — especialmente em infecções mais intensas.
Esses sinais são mais comuns em fases iniciais da infecção, quando as larvas ainda estão transitando pelo organismo.
Dificuldade de crescimento
Filhotes com toxocaríase apresentam, com frequência, atraso no crescimento e desenvolvimento. O fato se explica porque os parasitas competem diretamente pelos nutrientes essenciais.
Em longo prazo, a infecção não tratada pode comprometer a saúde geral do animal, tornando-o mais suscetível a outras doenças.
Como diagnosticar a toxocaríase em cães e gatos?
O diagnóstico é feito principalmente por meio de exames laboratoriais, como a análise de fezes (exame coproparasitológico), que permite identificar a presença de ovos do parasita e confirmar a infecção.
Em alguns casos, principalmente em fases iniciais, deve ser necessário repetir o exame, já que a eliminação de ovos pode ser intermitente. Por isso, a avaliação clínica pelo médico-veterinário é fundamental.
O histórico do animal — como idade, ambiente e sinais clínicos — também auxilia no diagnóstico da toxocaríase. A combinação desses fatores permite um diagnóstico mais preciso e o início rápido do tratamento.
O risco da toxocaríase para seres humanos
A toxocaríase é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para os humanos. A infecção ocorre principalmente pela ingestão acidental de ovos presentes em ambientes contaminados, como solo, areia ou objetos sujos.
A toxocaríase em humanos pode causar condições conhecidas como larva migratória visceral e larva migratória ocular: essas formas ocorrem quando as larvas migram por órgãos como fígado, pulmões e olhos, causando inflamações e danos significativos.
Crianças são especialmente vulneráveis, pois têm maior contato com o solo e hábitos como levar as mãos à boca. Por isso, o controle da toxocaríase em animais domésticos é essencial para a saúde pública.
Tratamento da toxocaríase em cães e gatos
É baseado no uso de vermífugos específicos, que eliminam parasitas presentes no organismo. A Chemitec oferece opções seguras e eficazes de soluções vermífugas para o tratamento da infecção, sendo fundamental a orientação de um médico-veterinário para a escolha correta.
O protocolo varia conforme a idade do animal, o grau de infestação e o risco de reinfecção. Em filhotes, por exemplo, o cuidado costuma ser mais frequente devido à alta susceptibilidade à toxocaríase.
Também é importante realizar o acompanhamento periódico e repetir o tratamento quando necessário para garantir a eliminação completa dos parasitas e reduzir o risco de novas infecções.
Como prevenir e controlar a toxocaríase em cães e gatos?
A prevenção ocorre a partir de uma combinação de medidas sanitárias e manejo adequado, como a vermifugação regular, que é a principal estratégia, mas que também deve ser realizada conforme orientação veterinária.
A higiene do ambiente é outro ponto importante: a remoção frequente das fezes reduz significativamente a possibilidade de contaminação do solo e a disseminação dos ovos do parasita.
Portanto, as principais medidas de controle da toxocaríase incluem:
- Vermifugação periódica de cães e gatos;
- Evitar que os animais tenham acesso a locais contaminados;
- Limpeza regular de ambientes e descarte adequado de fezes.
Com medidas simples e consistentes, é possível proteger tanto os pets quanto a saúde das pessoas.
Fontes:


