Uma doença contagiosa, que pode causar feridas severas na pele dos gatos e ainda afetar seres humanos
A esporotricose felina é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, principalmente pelas variedades chamadas Sporothrix schenckii e Sporothrix brasiliensis.
Essa condição fúngica chama cada vez mais atenção de tutores e veterinários. Considerada uma zoonose, pode ser transmitida dos animais para os seres humanos, tornando o diagnóstico e o tratamento rápidos ainda mais importantes.
Nos gatos, a doença causa lesões na pele que podem se espalhar para diferentes partes do corpo. A boa notícia é que, quando identificada precocemente, há grandes chances de recuperação e riscos de transmissão significativamente reduzidos.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra milhares de casos da doença todos os anos, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde a circulação do fungo é mais frequente.
Como a esporotricose felina é transmitida?
A principal via de transmissão da esporotricose felina é o contato com o fungo do gênero Sporothrix. Na maioria dos casos, a infecção acontece por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com secreções provenientes das feridas. Por esse motivo, gatos que têm acesso à rua apresentam maior risco de contrair e espalhar a enfermidade.
Quando infectados, os gatos transportam grande quantidade do microrganismo em suas lesões, e isso aumenta o potencial de disseminação da doença. Também é importante destacar que a esporotricose não é transmitida apenas entre gatos: pessoas e outros animais podem ser infectados ao entrar em contato com lesões contaminadas.
A condição tem avanço rápido, ou seja, os sintomas evoluem bastante em poucos dias. Assim, iniciar rapidamente o tratamento da esporotricose felina é uma atitude extremamente importante para proteger toda a família.
Sintomas precoces da esporotricose felina
Infelizmente, os primeiros sinais normalmente são bem discretos e podem sem facilmente confundidos com pequenos machucados. Muitos tutores observam inicialmente uma ferida que não cicatriza ou uma pequena área sem pelos, e só percebem o tamanho do problema quando as lesões estão mais graves ou espalhadas por bastantes áreas do corpo do felino.
Com o passar dos dias, essas lesões tendem a aumentar de tamanho, tornando-se ulceradas e liberando secreções. As regiões mais afetadas costumam ser: cabeça, focinho, orelhas e patas.
Além das alterações na pele, alguns gatos podem apresentar:
- Espirros frequentes;
- Dificuldades para respirar e excesso de lágrimas;
- Perda de peso;
- Falta de apetite;
- Desânimo;
- Aumento dos linfonodos.
É importante considerar que reconhecer esses sinais logo no início ajuda a acelerar o diagnóstico e o tratamento da esporotricose felina, reduzindo as chances de agravamento da doença e de transmissão a humanos e a outros animais.
O que causa a esporotricose felina?
A esporotricose felina é causada por fungos pertencentes ao complexo Sporothrix, que são invisíveis ao olho nu e normalmente ficam no solo ou em galhos, troncos de árvores, espinhos e matéria orgânica em decomposição. Quando o fungo encontra uma porta de entrada, como pequenos ferimentos na pele, inicia-se a infecção. Nos gatos, a multiplicação do agente costuma ser intensa, o que explica a grande quantidade de fungos encontrada nas lesões.
Pode-se considerar brigas entre gatos a principal via de transmissão, por isso os pets que têm acesso à rua são mais vulneráveis.
Estudos publicados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que o aumento de casos observado no Brasil nas últimas décadas está relacionado à transmissão entre gatos domésticos e errantes (animais domésticos que vivem soltos em áreas urbanas).
Como é feito o diagnóstico pelo veterinário?
Mesmo que sinais clínicos sejam pistas importantes, a confirmação por parte do médico-veterinário normalmente depende de exames laboratoriais específicos. A coleta de material retirado diretamente das lesões permite identificar a presença do fungo e confirmar a doença com mais precisão.
Entre os exames mais utilizados estão a citologia, a cultura fúngica e testes laboratoriais complementares.
Qual é o tratamento da esporotricose felina?
O tratamento da esporotricose felina é normalmente feito a partir de antifúngicos orais. Prescritos pelo veterinário, são as principais ferramentas de combate ao agente causador da doença. O protocolo a ser seguido deve ser indicado por um especialista, e essa questão é inegociável.
Em situações em que há presença de infecções bacterianas desencadeadas pelas feridas, o profissional pode recomendar antibióticos específicos, como o Chemitril® comprimidos, da Chemitec.
O tratamento da esporotricose felina costuma ser prolongado e exige comprometimento por parte do tutor. Esse tipo de cuidado pode durar vários meses, mesmo após o desaparecimento das lesões visíveis.
Outro ponto importante é o acompanhamento veterinário periódico, uma vez que consultas de retorno permitem avaliar a evolução clínica do animal e realizar ajustes quando necessário. Além disso, o isolamento temporário do animal pode ser recomendado para reduzir o risco de transmissão para outros pets e pessoas da residência.
Cuidados de suporte e tratamento das lesões secundárias
A esporotricose, a partir das lesões, deixa o surgimento de infecções bacterianas secundárias mais propício, principalmente quando o gato se coça constantemente ou possui feridas extensas. Por isso, além do tratamento da esporotricose felina com antifúngicos orais, o profissional pode solicitar terapias complementares. A higienização adequada das lesões e cuidados diários são fundamentais para uma recuperação completa e devem ser indicados.
Em casos em que há presença de infecções bacterianas desencadeadas pelas feridas, o profissional pode recomendar o uso de antibióticos específicos. Se for o caso, o Chemitril® comprimidos, da Chemitec, é uma opção excelente para o cuidado: de amplo espectro, elimina bactérias patogênicas, o que pode prevenir complicações graves e até mesmo salvar vidas. O uso de antibióticos pode oferecer a rápida resolução das infecções, além da redução do risco de disseminação da doença para outros animais (e até mesmo para seres humanos).
A boa nutrição, uma hidratação adequada e um ambiente limpo também contribuem para fortalecer o organismo do animal durante o tratamento da esporotricose felina.
O que fazer em caso de arranhão ou mordida de gato com esporotricose?
Caso uma pessoa seja ferida por um gato contaminado, o primeiro passo é lavar imediatamente o local atingido com água corrente e sabão em abundância, uma medida simples que ajuda a reduzir a quantidade de microrganismos presentes na área afetada.
Após a limpeza, é necessário procurar atendimento médico para obter avaliação e orientações específicas.
É importante informar ao profissional de saúde sobre a suspeita ou confirmação da doença no animal. O acompanhamento médico adequado pode prevenir complicações e garantir o tratamento necessário, se houver infecção.
Paralelamente, o gato deve continuar recebendo o tratamento da esporotricose felina conforme orientação veterinária. A combinação de cuidados com o animal e atenção à saúde das pessoas envolvidas é a melhor forma de controlar a disseminação da doença.
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Fontes:


