Muitas vezes silenciosa, a condição pode afetar o sistema sanguíneo e imunológico dos cachorros. Leia para entender os cuidados, as causas e os tratamentos.
Transmitida por carrapatos e sendo consideravelmente infecciosa, a anaplasmose em cães vem ganhando cada vez mais atenção na medicina veterinária por conta do aumento do número de infecções em diferentes regiões. A enfermidade é silenciosa em muitos casos e tem capacidade de comprometer seriamente a saúde do animal quando não diagnosticada precocemente.
Por afetar principalmente o sistema sanguíneo e imunológico, a anaplasmose em cães provoca sintomas variados, desde sinais leves até quadros mais graves. Sendo assim, tutores e profissionais precisam conhecer a doença a fundo, incluindo suas formas de transmissão e estratégias de tratamento e prevenção, visando garantir qualidade de vida aos animais.
O que é a anaplasmose canina?
A anaplasmose em cães é uma doença causada por bactérias do gênero Anaplasma, transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados. Essas bactérias atacam as células sanguíneas do animal, principalmente as plaquetas e os glóbulos brancos, causando interferência direta no funcionamento do sistema imunológico.
Há duas espécies mais associadas à doença em cães, a Anaplasma phagocytophilum e a Anaplasma platys, e ambas provocam alterações hematológicas importantes, podendo causar queda na imunidade, o que deixa o animal mais suscetível a outras infecções. Em muitos casos, a infecção pode permanecer silenciosa por semanas antes do aparecimento dos primeiros sinais clínicos.
A anaplasmose também pode ocorrer de forma isolada ou associada a outras doenças transmitidas por carrapatos, como a erliquiose canina, tornando o diagnóstico ainda mais difícil e reforçando a importância do acompanhamento veterinário.
Como ocorre a transmissão da anaplasmose canina?
A transmissão da anaplasmose em cães acontece principalmente pela picada de carrapatos contaminados, especialmente os que fazem parte de um complexo conhecido como carrapato-marrom-do-cão. O carrapato atua como vetor, adquirindo a bactéria ao se alimentar de um animal infectado e transmitindo-a ao próximo hospedeiro.
Após fixar-se na pele, o carrapato precisa permanecer se alimentando por algumas horas para que a bactéria seja transmitida. Isso significa que a remoção rápida do parasita reduz significativamente o risco de infecção.
Fatores que aumentam o risco de infecção incluem:
- Ambientes com alta infestação de carrapatos;
- Contato frequente com áreas rurais ou gramados altos;
- Falta de controle antiparasitário regular;
- Convívio com animais infestados.
Sintomas comuns da anaplasmose canina
Os sinais clínicos da anaplasmose em cães são variados, dependendo da fase da doença e da resposta imunológica do animal. Alguns cães permanecem assintomáticos, enquanto outros desenvolvem sintomas visíveis, como:
- Febre;
- Letargia e fraqueza;
- Perda de apetite;
- Dor articular e dificuldade para se movimentar;
- Sangramentos espontâneos;
- Mucosas pálidas.
Em situações mais avançadas, podem ocorrer alterações hematológicas importantes, como trombocitopenia (queda das plaquetas), aumentando o risco de hemorragias. Já em outros casos, a anaplasmose em cães também causa claudicação intermitente, o que pode fazer com que o tutor confunda o problema com doenças ortopédicas.
Um ponto que deve ser citado é que os sintomas podem surgir semanas após a picada do carrapato, o que dificulta a associação direta com a infestação anterior.
Gatos também podem pegar anaplasmose?
Embora bem mais comum em cães, gatos também podem ser infectados por bactérias do gênero Anaplasma. Porém, os casos em felinos são considerados raros se comparados à incidência da anaplasmose em cães.
Quando ocorre em gatos, a doença costuma causar febre, apatia e perda de apetite, mas muitos animais têm sinais leves ou inespecíficos. Isso contribui para que o diagnóstico seja menos frequente.
Mesmo incomum, a prevenção contra carrapatos precisa fazer parte dos cuidados com gatos, especialmente nos que têm acesso à rua ou convivem com cães.
Como o diagnóstico é realizado?
O diagnóstico da anaplasmose em cães é feito a partir da combinação entre avaliação clínica, histórico do animal e exames laboratoriais específicos. O médico-veterinário geralmente suspeita da doença quando há histórico de exposição a carrapatos associado a alterações sanguíneas.
Os principais exames utilizados são: hemograma completo, testes sorológicos e exames moleculares, como o PCR — capazes de identificar o material genético da bactéria. O hemograma frequentemente revela diminuição das plaquetas, um dos fatores mais característicos da doença.
A confirmação precoce da doença é essencial, pois a anaplasmose em cães responde muito bem ao tratamento quando iniciado rapidamente.
Como tratar a anaplasmose canina?
O cuidado é baseado principalmente no uso de antibióticos prescritos pelo médico-veterinário, e a maioria dos animais costuma apresentar melhora já em poucos dias após o início da terapia adequada.
Além de medicação antimicrobiana, o tratamento pode incluir suporte clínico, hidratação, controle da dor e acompanhamento laboratorial para avaliar a recuperação das plaquetas e do sistema imunológico.
Assim, o acompanhamento profissional é indispensável, pois interromper o tratamento antes do tempo recomendado pode favorecer recaídas ou persistência da infecção.
Antibiótico Chemitril® da Chemitec
Entre as opções de tratamento utilizadas sob orientação veterinária, antibióticos de amplo espectro podem ser indicados para o controle de infecções bacterianas associadas. O Chemitril® Comprimidos, da Chemitec, é um antimicrobiano desenvolvido para auxiliar no combate a agentes bacterianos sensíveis, contribuindo para o restabelecimento da saúde do animal.
A escolha do medicamento, sua dose e a duração do tratamento devem ser definidas pelo veterinário responsável, considerando o quadro clínico individual do animal diagnosticado com anaplasmose.
Por que uma boa nutrição ajuda na recuperação dos cães?
Durante o tratamento da anaplasmose em cães, o organismo necessita de suporte nutricional para recuperar o sistema imunológico e restaurar as células sanguíneas afetadas pela infecção. Assim, a alimentação equilibrada fornece proteínas de alta qualidade, vitaminas e minerais essenciais para a regeneração do organismo.
Nutrientes como ferro, vitaminas do complexo B e antioxidantes têm papel importante na recuperação hematológica e na resposta imune do animal. Além disso, cães debilitados podem apresentar perda de apetite, tornando essencial o fornecimento de dietas de fácil digestão.
Como prevenir a doença de forma definitiva?
Como na maioria das enfermidades, a prevenção é a estratégia mais eficaz contra a anaplasmose em cães, pois a doença depende diretamente da presença de carrapatos para ocorrer. Controlar o vetor é a principal medida preventiva e, entre as ações recomendadas, estão:
- Uso regular de antiparasitários externos;
- Inspeção frequente da pele e pelagem do animal;
- Higienização do ambiente;
- Visitas veterinárias periódicas;
- Controle de áreas com infestação de carrapatos.
A conscientização dos tutores sobre os riscos da anaplasmose em cães é fundamental para reduzir a incidência da doença.
Fontes:



