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Cavalo com cólica deitado em grama
Imagem: Envato

Também conhecida como “síndrome cólica” ou “abdômen agudo”, a condição é uma das que mais acometem equinos em todo o mundo e pode levar o animal ao óbito

A cólica equina é responsável por causar grandes prejuízos financeiros, exigindo tratamentos clínicos e, em alguns casos, cirúrgicos. No Brasil, estima-se que 7 a cada 10 animais sofram com a condição em algum momento da vida.

A saúde intestinal é um tema de extrema importância para quem trabalha ou convive com cavalos. A cólica equina trata-se de um conjunto de sinais e sintomas que indicam dor abdominal no cavalo, geralmente causada por alterações no trato gastrointestinal. Estudos apontam que a cólica equina é responsável por uma parte significativa dos atendimentos de emergência em cavalos de diversas regiões.

Neste conteúdo, vamos abordar o que é a cólica equina, como identificá-la e quais são suas causas, os tipos mais comuns, o tratamento e as formas de prevenção.

O que é cólica equina?

A doença pode ser definida como uma dor (ou desconforto) abdominal no cavalo, ocasionada por distúrbios no sistema digestivo, como fermentação de alimentos, produção excessiva de gases, obstrução intestinal ou deslocamento de alças intestinais. A cólica equina é uma emergência veterinária, já que, dependendo da causa, pode evoluir rapidamente com risco de necrose intestinal ou até óbito. Ou seja, quando se fala em cólica equina, é necessário ter agilidade para combatê-la.

Causas e fatores de risco da cólica em equinos

O surgimento da doença é decorrente de alguns fatores, muitos deles relacionados ao manejo, alimentação e rotina dos animais. Entre os principais estão:

  • Alterações súbitas na dieta ou mudança brusca de pasto;
  • Alimentação rica em concentrados ou volumosos de baixa qualidade, ou ingestão insuficiente de água;
  • Presença de parasitas, alterações anatômicas ou motilidade intestinal reduzida.

Ainda existem outros riscos que merecem destaque, como confinamento prolongado, transporte inadequado, fadiga, dentição inadequada para mastigação correta e acesso limitado a forragem de qualidade.

Todas essas causas aumentam as chances de um cavalo ser acometido pela cólica equina, e isso reforça que o problema pode ser evitado com prevenção, manejo adequado e atenção.

Como identificar a cólica equina?

Quanto mais rápida for a identificação do problema, maiores serão as chances de sucesso no tratamento.

Os sinais podem variar, indo de leves a graves, dependendo do tipo e da causa da cólica, sendo que alguns comportamentos e sintomas comuns incluem:

  • Inquietação;
  • Cavar o chão;
  • Olhar para o flanco;
  • Deitar-se e levantar-se repetidamente;
  • Sudorese;
  • Diminuição ou ausência de eliminação de fezes.

Sinais mais clínicos também podem aparecer, como aumento da frequência cardíaca e respiratória, mucosas pálidas ou congestionadas, distensão abdominal visível ou palpável, ultrassonografia alterada ou fluidos peritoneais anormais.

Caso algum desses sinais seja apresentado por um cavalo, lembre-se de que a cólica equina tem capacidade de evoluir rapidamente, então recomenda-se entrar em contato com o médico-veterinário o mais brevemente possível.

Quais são os tipos de cólica em cavalos?

Existem dois tipos de cólica em cavalos: as não obstrutivas, que são as mais comuns e leves, e as obstrutivas, consideradas mais severas.

Cólicas não obstrutivas

São aquelas em que não há necessariamente um bloqueio físico severo no intestino, e sim distúrbios funcionais ou leves da motilidade intestinal, como:

Cólica gasosa

A cólica equina de tipo gasosa ocorre quando se acumulam gases no intestino, resultando em distensão e dor. É uma das formas mais frequentes de cólica mais leve. Geralmente, o animal apresenta inquietação, rolando no chão ou se deitando e se levantando com frequência, sem haver um “impedimento” evidente ao trânsito intestinal.

Cólica espasmódica

A cólica equina espasmódica representa um dos quadros mais comuns de cólica em cavalos adultos, representada por um aumento ou descoordenação das contrações intestinais (hipermotilidade ou espasmos).

Cólicas obstrutivas

Quando o assunto são as condições mais graves de cólica equina, entramos no campo das obstruções e torções. Aqui, uma intervenção rápida é extremamente importante, e, em muitos casos, é necessário cirurgia. Veja os dois tipos de cólicas obstrutivas a seguir.

Cólica por compactação

Na cólica por compactação, há como se fosse uma massa de alimento ou ingestão desidratada que obstrui o lúmen intestinal, como se o trânsito intestinal estivesse bloqueado por sobrecarga ou compactação. A evolução pode ser grave se o problema não for tratado.

Cólica por deslocamento ou torção

Esta é a fase mais crítica de cólica equina, aquela em que há deslocamento ou torção (vólvulo) de porções intestinais. Nesse caso, o fluxo sanguíneo pode ser comprometido, levando à necrose intestinal e a um risco elevado de morte. Este quadro exige atenção urgente de um profissional e, muitas vezes, intervenção cirúrgica imediata.

Como tratar cólica em cavalos?

O tratamento vai depender da causa, do tipo e da gravidade do quadro de cólica equina. Primeiro, será necessária a avaliação de um médico-veterinário, crucial para definir se o caso é clínico ou cirúrgico.

Em tratamentos clínicos, algumas medidas comuns incluem:

  • Fluidoterapia para correção de desidratação;
  • Lavagens gástricas ou intestinais;
  • Analgesia para dor;
  • Relaxantes musculares se houver espasmos intestinais.

Um medicamento eficaz e de qualidade para o controle da dor em casos de cólica equina é o anti-inflamatório Flunixin® Injetável da Chemitec, com ação analgésica visceral e anti-inflamatória.

Em casos de obstrução severa ou torção intestinal, a cirurgia é o procedimento mais recomendado. É importante lembrar que, quanto mais cedo for a intervenção, maiores serão as chances de recuperação do animal.

Para qualquer tratamento, o acompanhamento pós-atendimento e ajustes no manejo são fundamentais para que a cólica equina não retorne.

Como prevenir a cólica equina?

A prevenção do problema é simples quando comparada ao transtorno que a cólica equina pode causar. Nesse sentido, algumas práticas de manejo se mostram extremamente relevantes, como:

  • Fornecer uma dieta rica em volumosos (como feno de boa qualidade), limitar mudanças bruscas de alimentação e evitar o uso excessivo de concentrados;
  • Oferecer água sempre limpa e fresca, promovendo a movimentação ou o pastejo adequado, além de evitar o confinamento prolongado ou um estresse desnecessário.

Além disso, a atenção regular à dentição do animal, o controle de parasitas, um bom preparo do ambiente (evitando a ingestão de areia ou de corpos estranhos) e a manutenção de uma rotina de exercícios ajudam a reduzir o risco da cólica em cavalos.

Fontes:

Chemitec

Agro.Estadão