Conheça as principais características de uma das doenças mais comuns nos plantéis suínos
A doença de Glässer é uma das patologias de origem bacteriana mais impactantes para a suinocultura moderna, principalmente por causa de sua capacidade de comprometer a saúde de leitões em crescimento, o que, por consequência, pode gerar alto impacto econômico.
A doença, que afeta principalmente leitões com 4 a 8 semanas de vida, é caracterizada por processos inflamatórios severos em áreas como pericárdio, pleura, articulações e, em casos mais graves, as meninges.
O tratamento adequado depende de um diagnóstico rápido e do uso correto de antibióticos, que deve ser feito sempre com a correta indicação, orientação e acompanhamento de um médico veterinário. Saiba mais no conteúdo a seguir.
Doença de Glässer em suínos: quais são as causas?
A doença de Glässer é causada pela bactéria Glaesserella parasuis, que inicialmente coloniza o sistema respiratório dos suínos sem causar problemas aparentes, mas, por diversos fatores, como estresse, queda de imunidade ou outras infecções, passa a se multiplicar de forma sistêmica, desencadeando o quadro clínico.
Condições ambientais, como alterações bruscas de temperatura, má ventilação, superlotação e falhas no manejo, podem desencadear o desequilíbrio da microbiota, favorecendo a multiplicação bacteriana e aumentando o risco de surtos de doença de Glässer.
Como a doença é transmitida?
O principal meio de transmissão da doença de Glässer é o contato direto entre os animais, especialmente por meio de secreções nasais e gotículas expelidas na respiração. Leitões recém-desmamados são especialmente mais suscetíveis, pois passam por estresse, alteração de ambiente e convívio com animais de diferentes origens.
Além da transmissão direta, o contato com superfícies contaminadas e aerossóis, especialmente em ambientes fechados e com pouca ventilação, também pode disseminar a bactéria.
Outro mecanismo comum de transmissão da doença de Glässer é a chamada transmissão vertical de mãe para filhote. Isso ocorre porque, mesmo sem apresentarem sinais clínicos, as matrizes podem expor os leitões à bactéria nas primeiras semanas de vida.
Sintomas da doença de Glässer em suínos
Os sintomas da doença de Glässer podem variar significativamente conforme a idade do suíno, seu estado imunológico e o nível de impacto da cepa da bactéria. Em geral, o início dos sintomas é rápido, quando a doença se apresenta de forma aguda, e, entre os mais comuns, destacam-se:
- Febre alta e apatia;
- Dificuldade respiratória;
- Claudicação, dor articular e dificuldade para se movimentar;
- Tremores ou outros sinais neurológicos;
- Perda de apetite e emagrecimento acelerado.
A forma mais grave da doença de Glässer pode evoluir para meningite e provocar a morte súbita de animais aparentemente saudáveis. Além disso, a polisserosite, caracterizada pela inflamação simultânea de diversas serosas, é uma característica marcante, resultando em dor abdominal, rigidez e desconforto generalizado.
Impactos e consequências da doença de Glässer nos suínos
Os impactos da doença de Glässer vão muito além dos sinais clínicos, uma vez que a doença pode levar a um menor ganho de peso e ao consequente atraso no desenvolvimento dos leitões afetados.
A mortalidade também pode ser significativa, especialmente quando os surtos são agudos. Mesmo quando os animais sobrevivem, as lesões inflamatórias podem deixar sequelas duradouras, dificultando o crescimento adequado dos animais e comprometendo seu potencial produtivo.
Entre outras consequências que a doença de Glässer pode causar, do ponto de vista econômico, podemos mencionar:
- Aumento dos custos com medicamentos;
- Perdas por morte de animais jovens;
- Queda na eficiência alimentar dos animais;
- Redução no índice de conversão de peso;
- Desuniformidade dos lotes, prejudicando o planejamento de venda e abate.
Além disso, a ocorrência de surtos frequentes pode indicar falhas no manejo, na biossegurança ou na imunidade do plantel, o que exige a realização de avaliações mais profundas para evitar novas ocorrências.
Tratamento e controle da doença de Glässer
O tratamento da doença de Glässer deve sempre ser orientado por um médico-veterinário, que deve realizar o diagnóstico e indicar a terapia adequada. Como mencionado anteriormente, o diagnóstico precoce é essencial para evitar a evolução do quadro e a mortalidade dos animais.
A Chemitec oferece antibióticos para suínos amplamente utilizados no controle de enfermidades bacterianas, incluindo quadros associados à doença de Glässer.
Entre eles, o produto comumente empregado é o Chemitril® Injetável, baseado no enrofloxacino, um princípio ativo que apresenta excelente ação contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, como a causadora da doença de Glässer. Seu uso correto deve seguir sempre a prescrição veterinária, garantindo eficácia e segurança.
Além do uso de antibióticos, outras medidas são essenciais para o controle da doença, tais como o manejo adequado da temperatura das instalações, redução do estresse, boa ventilação e isolamento de animais doentes. Em casos mais graves, o uso complementar de anti-inflamatórios pode ser necessário para aliviar sintomas.
Como prevenir a doença de Glässer em suínos?
A prevenção da doença de Glässer envolve a adoção de boas práticas de manejo, biossegurança e manutenção sanitária. O primeiro passo, nesse sentido, é garantir que o ambiente esteja limpo, bem ventilado e com temperatura adequada.
Programas de vacinação também podem contribuir para aumentar a imunidade dos leitões e reduzir a severidade dos surtos. Nesse contexto, é importante que as granjas mantenham protocolos de vacinação atualizados, considerando o histórico das cepas bacterianas presentes em cada plantel.
Outras medidas essenciais incluem:
- Redução da mistura de leitões de origens diferentes;
- Limpeza e desinfecção rigorosa das instalações;
- Controle de ventilação e umidade;
- Planejamento nutricional adequado;
- Monitoramento constante da saúde das matrizes.
Combinando essas práticas, é possível reduzir de forma significativa o risco de surtos de doenças e garantir um desempenho mais uniforme dos animais, preservando a saúde e o bem-estar do plantel.
Fontes:



