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Veterinária segura gato cinza recebendo infusão intravenosa.
Imagem: Shutterstock

A doença exige bastante atenção de tutores de gatos. Leia e entenda suas causas, sintomas e formas de transmissão.

A esporotricose felina é uma doença infecciosa um tanto perigosa. A enfermidade é capaz de se espalhar rapidamente entre gatos e, em alguns casos, até para seres humanos — ou seja, é considerada uma zoonose.

Causada por um fungo que pode estar presente no ambiente frequentado pelo felino, a enfermidade requer diagnóstico precoce, cuidados constantes e acompanhamento profissional para evitar complicações graves.

Conhecer a doença e saber como ela se manifesta e quais são os tratamentos indicados é importante para proteger o bem-estar dos felinos e manter a segurança de todos ao redor.

O que causa esporotricose felina?

A esporotricose felina é causada por fungos do gênero Sporothrix, principalmente pelas variantes chamadas Sporothrix schenckii e Sporothrix brasiliensis. Invisível ao olho nu, o fungo normalmente fica “escondido” no solo, em troncos de árvores, em vegetação em decomposição e em madeira úmida. Nos gatos, penetra no organismo por meio de feridas na pele, arranhões ou contato direto com secreções contaminadas, levando ao desenvolvimento de lesões que podem se agravar de forma rápida e aguda.

A doença se destaca pela facilidade com que o fungo se prolifera, especialmente em ambientes externos, nos quais os felinos têm maior contato com materiais contaminados. Portanto, gatos que têm acesso à rua são mais vulneráveis à esporotricose felina.

Como ocorre a transmissão da esporotricose felina?

Acontece principalmente por meio de arranhaduras, mordidas e contato direto com as feridas de gatos infectados. Assim, podemos considerar que as brigas entre gatos são uma das principais formas de transmissão.

O fungo presente nas lesões é capaz de se espalhar com facilidade, e isso explica a rápida disseminação em áreas de grande movimentação de animais não tratados.

O contato direto com objetos contaminados pelas secreções das lesões, como caixas de areia, cobertores ou superfícies por onde o gato circula, também representa risco. Por isso, a esporotricose felina exige cuidados rigorosos de higiene e isolamento durante o tratamento.

Esporotricose em gatos é transmissível para humanos?

Sim, a esporotricose felina é uma zoonose, sendo o contato direto com lesões infectadas a sua principal forma de transmissão para humanos. Ocorre principalmente por meio de arranhaduras, mordeduras ou contato com lesões cutâneas, mas existem humanos com esporotricose que não tocaram diretamente no animal, e isso pode indicar que o fungo pode ter vindo pelo espirro.

Segundo infectologistas, as manchas podem durar meses e passam de um lugar para o outro. Por exemplo, a pessoa tem uma lesão no dedo, depois ela vai para o dorso da mão, depois para o antebraço. Essa é a manifestação mais comum.

Embora o tratamento para humanos seja possível, a doença pode causar lesões dolorosas e exigir medicação prolongada. Dessa forma, prevenir e tratar corretamente a esporotricose felina no animal é fundamental para proteger toda a família.

Sinais e sintomas da esporotricose felina

A esporotricose felina tem início discreto, o que dificulta a identificação do problema por parte do tutor, que só entende que as lesões estão sérias quando já se encontram espalhadas pelo corpo do gato. Esses sinais variam de acordo com o estágio da doença e geralmente começam como pequenos nódulos na pele, que evoluem para feridas ulceradas. Essas lesões costumam ser cutâneas, aparecendo no focinho, nas orelhas e até mesmo em membros ou cauda, justamente por serem locais onde os gatos se machucam com mais frequência.

Essas feridas podem se espalhar e liberar secreção purulenta, aumentando os riscos de contaminação. Outros sintomas comuns incluem: perda de apetite, emagrecimento, prostração e aumento dos linfonodos.

Gatos com esporotricose felina também costumam apresentar dificuldades respiratórias nos casos em que o fungo atinge as vias aéreas. Quando isso ocorre, a doença se torna ainda mais grave e requer acompanhamento intensivo.

Tratamento da esporotricose em gatos e cuidados essenciais

O tratamento da esporotricose felina é feito, principalmente, com antifúngicos prescritos pelo médico-veterinário. O cuidado é prolongado, podendo durar meses, até que todas as lesões se fechem e o fungo seja completamente eliminado. É importante não interromper o tratamento antes do tempo indicado, uma vez que isso pode provocar recaídas.

Durante o período de tratamento, o tutor deve manter o gato isolado de outros animais e evitar que ele tenha acesso à rua. A higiene diária do ambiente também evita novas contaminações. Somado a esses cuidados, o uso de luvas ao ter contato com o animal é altamente recomendado.

Como evitar e prevenir a esporotricose felina?

A prevenção da esporotricose felina engloba principalmente o controle de acesso a ambientes exteriores e cuidados com a saúde geral do animal. Gatos que vivem exclusivamente dentro de casa têm um risco consideravelmente reduzido de entrar em contato com o fungo ou com outros animais infectados.

Manter consultas veterinárias periódicas e observar qualquer alteração na pele ou no comportamento, assim como presença de feridas, são maneiras inteligentes de agir rapidamente. Outra medida importante é evitar o contato com gatos desconhecidos ou de rua.

A esporotricose felina tem cura?

Desde que tratada corretamente e com acompanhamento profissional, a enfermidade tem cura, mesmo que o tratamento seja longo e exija disciplina do tutor. A resposta aos cuidados indicados por um profissional é muito boa quando o diagnóstico é precoce. Por isso, mais uma vez o alerta: qualquer suspeita deve ser investigada rapidamente.

Com os cuidados adequados, a esporotricose felina pode ser combatida, permitindo que o gato retorne à sua rotina saudável e segura.

 

Fontes:

Chemitec

Marcelo Abreu Ducroquet

UOL

Patas da Casa