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Cão e gato deitados
Imagem: Envato

Entenda as principais causas e cuidados nos casos em que há feridas de pele nos animais, e quando procurar atendimento veterinário

A ocorrência de feridas de pele em cães e gatos é uma das principais preocupações de tutores, uma vez que são muito comuns e podem surgir por diferentes motivos, desde simples arranhões até doenças mais complexas, como alergias e sarnas.

Além de observar as características da lesão em si, que pode ser superficial ou profunda, dependendo da causa, é fundamental considerar o comportamento do animal que a apresenta. Coçar o local, lambê-lo excessivamente ou demonstrar dor são sinais que não devem ser ignorados quando há a presença de feridas de pele em cães e gatos. Entenda mais no conteúdo a seguir.

Causas comuns das feridas de pele em cães e gatos

As feridas de pele em cães e gatos podem ter origens variadas e estar relacionadas a fatores externos ou comportamentais, ou até a outras doenças. Entre as principais causas, podemos mencionar:

  • Trauma físico: arranhões, brigas entre animais, quedas ou contato com superfícies ásperas.
  • Parasitas externos: pulgas, carrapatos e ácaros, que podem causar coceira intensa que, por sua vez, leva à formação das feridas.
  • Dermatites alérgicas: podem ser causadas por diversos fatores externos que levam à reação do sistema imune do animal.
  • Picadas de insetos e fungos: podem desencadear reações inflamatórias na pele do animal.
  • Doenças hormonais: condições como o hipotireoidismo, a síndrome de Cushing e outras doenças hormonais podem levar à formação de feridas de pele em cães e gatos.
  • Alterações psicológicas: principalmente a ansiedade e o estresse, que podem levar o animal a lamber compulsivamente determinadas áreas até formar feridas.

Feridas de pele em cães e gatos: o que fazer?

Ao identificar feridas de pele em cães e gatos, o primeiro passo deve ser avaliar a gravidade da lesão. Em geral, feridas superficiais podem ser inicialmente tratadas em casa, enquanto lesões profundas, com sangramento ou secreção, exigem atendimento veterinário quanto antes.

No caso de ferimentos leves, a limpeza correta da área é essencial. Deve-se utilizar água limpa e, se possível, uma solução antisséptica indicada para uso veterinário. É importante evitar produtos caseiros e sem recomendação profissional, pois podem irritar ainda mais a pele do animal. Após a higienização, é importante evitar que o pet lamba ou mexa no local, utilizando, se necessário, um colar elizabetano.

Cuidados iniciais e prevenção das feridas de pele em animais

A prevenção desempenha um papel muito importante para a redução de novos episódios de feridas de pele em cães e gatos. Um dos cuidados mais relevantes é a proteção contra parasitas externos. Manter o protocolo antiparasitário em dia evita coceiras intensas e infestações que frequentemente levam ao surgimento de lesões.

Além disso, alguns cuidados adicionais fazem a diferença, como:

  • Manter o ambiente limpo e livre de objetos pontiagudos;
  • Escovar regularmente a pelagem do pet, evitando a formação de nós e irritações;
  • Oferecer enriquecimento ambiental para diminuir o estresse e comportamentos compulsivos do pet;
  • Evitar brigas entre os animais em casa e nos passeios.

A boa alimentação também interfere na saúde da pele do animal, fortalecendo seu organismo e reduzindo predisposições a irritações e alergias. Já nos casos recorrentes de feridas de pele em cães e gatos, é fundamental investigar possíveis doenças subjacentes.

Como auxiliar na recuperação de feridas nos animais?

Após o início do tratamento das feridas de pele, é importante acompanhar a evolução delas diariamente. O tutor deve observar mudanças na cor, no odor ou no volume da ferida, pois esses sinais podem indicar infecção.

Outro cuidado essencial é manter o local das lesões sempre limpo, seco e protegido de lambidas. Se necessário, como mencionado anteriormente, o uso do colar elizabetano é recomendado. Assim, a pele consegue cicatrizar mais rapidamente e as infecções (ou seu agravamento) são evitadas.

Criar uma rotina tranquila e sem estresse ao animal também favorece o processo de cicatrização. Além disso, é muito importante que todas as orientações do veterinário sejam seguidas com rigor. Pomadas, antibióticos, xampus terapêuticos e antiparasitários devem ser aplicados conforme prescrito, evitando interrupções.

Como saber se é sarna ou dermatite?

A sarna e as dermatites estão entre as causas mais comuns de feridas de pele em cães e gatos. Nem sempre é fácil diferenciar sarna de dermatite apenas pela observação das lesões, já que ambas as condições podem causar coceira e lesões semelhantes.

A sarna é causada por ácaros e geralmente provoca queda de pelos, crostas, vermelhidão intensa e coceira severa. Algumas das suas formas podem ser altamente contagiosas.

Já as dermatites podem ter causas variadas, como alergias, fungos, bactérias ou outros parasitas. Elas costumam causar vermelhidão, descamação e feridas associadas à coceira. Em muitos casos, a dermatite é recorrente e pode piorar durante determinadas épocas do ano ou diante de determinados estímulos.

Dessa maneira, é possível concluir que o diagnóstico definitivo depende de uma avaliação clínica e testes específicos, como raspados de pele e exames laboratoriais. Por isso, sempre que houver dúvida, é essencial procurar um veterinário.

Quando procurar um veterinário?

A presença de feridas de pele em cães e gatos que não melhoram em poucos dias e apresentam secreção, mau cheiro ou crescimento rápido é um sinal claro de que o animal precisa passar por atendimento profissional. Já as lesões profundas, mordidas, queimaduras ou qualquer ferida acompanhada de febre, apatia ou perda de apetite requerem atendimento imediato.

Outro fator que requer a atenção de um veterinário é a formação de feridas de pele causadas por situações recorrentes, como alergias, doenças hormonais, parasitas resistentes ou infecções mais sérias.

Nesses casos, o veterinário pode recomendar um tratamento adequado e específico para o quadro, com foco em eliminar os fatores causadores da recorrência de feridas de pele em cães e gatos.

 

Fontes:

Chemitec

Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP)