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Vista lateral de uma veterinária examinando o casco de um cavalo.
Imagem: Envato

Caso o cavalo demonstre dificuldades de deslocamento, ele pode estar com uma das condições locomotoras mais dolorosas para equinos

A laminite em cavalos é uma das doenças mais perigosas no meio dos equinos — temida por veterinários e criadores por conta da capacidade de gerar muita dor no animal, perda de desempenho e até risco de comprometimento permanente dos cascos.

A laminite em cavalos é um processo inflamatório que atinge as lâminas do casco, estruturas que mantêm o peso do animal adequadamente distribuído e, quando afetadas, deixam a estabilidade da pata comprometida e o cavalo pode desenvolver quadros graves.

Por mais que seja um problema comum, a laminite em cavalos ainda é um desafio, já que envolve diversos fatores desencadeadores de outras condições e pode evoluir rapidamente.

Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos e o tratamento iniciado, maiores serão as chances de recuperação do animal. Com isso, fica clara a necessidade de compreender seus sintomas e gatilhos.

O que causa a laminite em cavalos?

A laminite em cavalos é uma condição multifatorial, ou seja, pode surgir a partir de diferentes alterações metabólicas, nutricionais e mecânicas.

Distúrbios ocasionados pelo excesso de carboidratos, como quando o cavalo consome bastante quantidade de grãos ou açúcares, estão entre as causas mais comuns. Esse tipo de desequilíbrio ocasiona uma fermentação exagerada no intestino, o que resulta na produção de toxinas que geram inflamação sistêmica.

Outra causa importante tem ligação com doenças metabólicas, especialmente a síndrome de Cushing e a síndrome metabólica equina. Nesses casos, a sensibilidade à insulina aumenta e altera o funcionamento normal dos cascos, favorecendo o surgimento da laminite em cavalos. Além disso, traumas mecânicos, excesso de peso, infecções sistêmicas e até estresse podem atuar como gatilhos para o problema.

Como identificar a laminite em cavalos?

Os sinais da laminite em cavalos podem variar de acordo com a intensidade do quadro, mas alguns sintomas são facilmente reconhecidos, como:

  • O cavalo pode apresentar relutância em se mover;
  • Mudanças na postura, como jogar o peso para os membros posteriores;
  • Sensibilidade acentuada ao toque nos cascos;
  • Em alguns casos, aumento da temperatura da região.

É comum que o tutor note uma certa dificuldade de locomoção do animal, principalmente ao fazer curvas ou caminhar em terrenos mais rígidos. Em casos mais avançados, a laminite em cavalos pode causar deformações no casco, deixando sua superfície irregular.

Protocolo de tratamento para laminite em cavalos

O tratamento para a laminite em cavalos precisa ser iniciado imediatamente após a aparição dos primeiros sinais. Normalmente, o protocolo de cuidados serve para controle da dor, redução da inflamação e estabilização do casco. As primeiras medidas costumam ser colocar o cavalo em superfície macia, reduzindo a necessidade de movimentação, e aplicar compressas frias nos cascos, o que reduz a resposta inflamatória.

Quando indicada pelo médico-veterinário, a administração de medicamentos anti-inflamatórios também é importante. Neste caso, o Flunixin® Injetável da Chemitec, por exemplo, é frequentemente recomendado para auxílio no alívio da dor intensa e no controle da inflamação causada pela laminite em cavalos. Não esteroide e não narcótico, este anti-inflamatório é indicado para o tratamento de inflamações, tendo uma potente ação analgésica, antitérmica e antiendotóxica.

Além do Flunixin®, o tratamento pode incluir:

  • Ajustes na dieta do animal e controle rigoroso do consumo de carboidratos;
  • Apoio terapêutico com ferrageamento corretivo;
  • Monitoramento contínuo do equino por um profissional especializado.

Somadas, essas estratégias favorecem a recuperação do animal e ajudam a prevenir o agravamento da condição.

A laminite em cavalos tem cura?

Sim, a laminite em cavalos pode ser curada, principalmente se tratada logo no início. A resposta dos tratamentos varia de acordo com a gravidade do quadro e a causa da inflamação. Em casos mais leves, o tratamento adequado pode gerar uma recuperação completa, permitindo que o equino retorne às suas atividades habituais normalmente.

Porém, em casos mais avançados, sequelas estruturais no casco podem surgir, o que vai exigir acompanhamento contínuo e modificações no manejo. Mas, também nesses casos, a atuação rápida do veterinário, aliada a um protocolo terapêutico adequado, pode evitar danos mais severos. O mais importante é sempre agir precocemente e seguir rigorosamente as orientações profissionais.

Prevenção da laminite: o segredo do manejo em longo prazo

A prevenção da laminite em cavalos requer um manejo criterioso, com bastante atenção à alimentação e às condições metabólicas do animal. Evitar dietas ricas em carboidratos solúveis, controlar o acesso ao pasto em épocas críticas e manter o peso do animal ideal são ações que fazem toda a diferença — cavalos acima do peso têm maior predisposição ao desenvolvimento da doença.

Outro ponto muito importante envolve o acompanhamento veterinário regular e o trabalho em conjunto com o ferrador. Manter o casco bem equilibrado reduz significativamente o risco de inflamação e sobrecarga. Além disso, monitorar doenças metabólicas e tratá-las de forma precoce é uma das estratégias mais eficazes para impedir casos de laminite em cavalos.

 

Fontes:

Chemitec

British Horse Society

Prianti