Entenda os sinais clínicos, os fatores de risco, o tratamento e a prevenção para proteger seu plantel e garantir a eficiência produtiva
A pleuropneumonia suína é uma das doenças respiratórias mais graves para rebanhos suínos. Causada pela bactéria Actinobacillus pleuropneumoniae (APP), essa condição é altamente contagiosa e tem impacto direto na saúde, no desempenho e na mortalidade dos animais. A rápida evolução clínica somada ao potencial de prejuízo econômico torna indispensável o conhecimento aprofundado dessa doença para produtores, veterinários e profissionais de suinocultura.
O que causa a pleuropneumonia suína?
A bactéria causadora da pleuropneumonia suína, a Actinobacillus pleuropneumoniae, é um patógeno gram-negativo que acomete e infecta o trato respiratório dos porcos. Existem múltiplos sorotipos dessa bactéria, alguns mais virulentos que outros, que podem resultar em diferentes graus de severidade da doença.
A infecção acontece quando suínos suscetíveis inalam gotículas infectadas ou entram em contato com animais portadores. A rápida multiplicação da bactéria nas vias respiratórias e a produção de toxinas levam à inflamação, necrose e hemorragia nos pulmões.
Outro ponto de atenção é que a presença de coinfecções, como a síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRS) ou outras doenças respiratórias, aumenta as chances de agravar o quadro e facilitar o estabelecimento da doença em rebanhos expostos.
Quais são os sinais clínicos da pleuropneumonia suína?
Os sinais clínicos variam de acordo com a forma da doença, aguda ou crônica, mas em grande parte das ocorrências a progressão é rápida e severa. Na fase aguda, os suínos costumam apresentar febre alta, apatia e bastante dificuldade respiratória, com respiração ofegante e secreção nasal com sangue.
Outros sinais a serem observados são:
- Falta de apetite e prostração;
- Tosse e dificuldade para respirar;
- Morte súbita de animais sem sintomas prévios;
- Pleuresia e lesões pulmonares hemorrágicas.
Mesmo após a fase aguda, animais sobreviventes podem exibir um desempenho abaixo do normal e problemas crônicos, o que evidencia que a pleuropneumonia suína é uma preocupação persistente no manejo sanitário.
Como a doença se espalha e fatores de risco
A pleuropneumonia suína se espalha principalmente via contato direto entre suínos e via aerossóis de secreções respiratórias. A bactéria tem a capacidade de ficar no trato respiratório e nas tonsilas de animais infectados, que se tornam fontes de infecção contínua para o lote.
Alguns fatores de risco incluem:
- Alta densidade de animais em instalações;
- Ventilação inadequada e condições ambientais favoráveis à proliferação bacteriana;
- Introdução de novos animais ao rebanho sem quarentena;
- Coinfecções com outros agentes respiratórios.
Práticas de manejo ruins, estresse térmico e baixa imunidade também facilitam a disseminação da pleuropneumonia suína, exigindo atenção redobrada às medidas de biosseguridade.
Como funciona o tratamento da pleuropneumonia suína?
O tratamento da pleuropneumonia suína requer intervenção imediata com antimicrobianos eficazes e manejo de suporte para conter o avanço da infecção. Quando ocorrem surtos mais agudos, a terapia antimicrobiana parenteral rápida é fundamental para reduzir a mortalidade e aliviar os sintomas respiratórios.
Em emergências, o uso de antibiótico de ação rápida como o Gentatec® da Chemitec pode ser uma opção estratégica para uma intervenção imediata, ajudando a conter o surto. O medicamento tem como princípio ativo a gentamicina, que possui boa solubilidade e alcança níveis séricos bactericidas uma hora após a aplicação.
É importante ressaltar que a escolha correta do antibiótico deve considerar testes de sensibilidade bacteriana para evitar resistência e promover eficácia terapêutica.
Como prevenir a pleuropneumonia suína?
A prevenção da pleuropneumonia suína é o que vai reduzir a incidência e o impacto econômico da doença nas granjas. Estratégias preventivas eficazes de manejo e biosseguridade incluem:
- Implementação de sistemas “all-in/all-out”;
- Quarentena para novos animais;
- Ventilação adequada e controle de densidade.
Essas práticas reduzem a introdução e disseminação do patógeno no ambiente de criação.
Programas de vacinação contra o Actinobacillus pleuropneumoniae também reduzem a mortalidade e intensidade dos sinais clínicos quando a doença ocorre, mesmo que não ofereçam proteção completa contra a infecção. A escolha de vacinas adequadas e seu calendário correto são fundamentais para fortalecer a imunidade do rebanho, sendo essencial a avaliação de um veterinário.
Outras medidas, como o monitoramento constante dos animais, o diagnóstico precoce por meio de exames laboratoriais e o manejo nutricional adequado, também colaboram para a prevenção da pleuropneumonia suína.
Fontes:



