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Imagem: Envato

Uma das enfermidades respiratórias mais comuns e prejudiciais à pecuária, a pneumonia bovina afeta o desempenho, o bem-estar e principalmente a produtividade bovina

A pneumonia bovina acomete mais frequentemente bezerros e animais em crescimento, mas pode afetar bovinos de todas as idades. Ela está entre as doenças respiratórias de maior impacto econômico, principalmente em confinamentos e propriedades com escassez sanitária ou ambiental.

Como a evolução do quadro é muito rápida, a falta de intervenção precoce pode gerar complicações graves, como queda de produtividade, mortes e alto custo com tratamentos. Por isso, entender sinais, fatores de risco e opções de manejo e de medicação é essencial para o produtor que busca conduzir um rebanho saudável.

O que é a pneumonia bovina?

A pneumonia bovina é uma inflamação dos pulmões e das vias respiratórias inferiores dos animais, geralmente causada por bactérias, vírus ou agentes associados a um ambiente inadequado. A condição faz parte do complexo de Doenças Respiratórias Bovinas (DRB), que reúne diferentes condições com origem multifatorial.

Entre os tipos mais comuns de pneumonia bovina, destacam-se:

  • Pneumonia bacteriana, causada por agentes como Pasteurella multocida e Mannheimia haemolytica;
  • Pneumonia viral, que é relacionada a vírus como IBR, BRSV e PI-3;
  • Pneumonia enzoótica dos bezerros, mais frequente em animais jovens e em ambientes frios e mal ventilados;
  • Pneumonia por estresse, comum após transporte, desmame, mudança de lote e outras situações de intensa pressão fisiológica.

Prejuízos e impactos econômicos da pneumonia bovina

A pneumonia bovina é responsável por grandes perdas econômicas na pecuária, já que animais doentes apresentam redução significativa no ganho de peso, conversão alimentar ruim e atraso no desenvolvimento. Além disso, casos mais avançados podem levar à morte, elevando custos e diminuindo a eficiência do sistema produtivo.

Há ainda gastos adicionais com medicamentos, mão de obra, isolamento e tempo maior de permanência do animal na propriedade, o que reduz a rentabilidade geral do rebanho.

Causas e fatores de risco da pneumonia bovina

Alguns fatores colaboram com o surgimento da condição, como mudanças bruscas de temperatura, poeira, umidade e ambientes mal ventilados, já que esses elementos causam impactos significativos ao sistema respiratório dos animais e abrem espaço para infecções.

Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

  • Estresse por transporte, desmame ou mistura de lotes;
  • Baixa imunidade ou falha no fornecimento adequado de colostro;
  • Infecções virais prévias que predispõem os animais a infecções bacterianas;
  • Superlotação, higiene deficiente e acúmulo de amônia no ambiente.

Quando combinados esses fatores, a probabilidade de evolução rápida da pneumonia bovina é consideravelmente maior.

Sintomas e sinais clínicos de bois com pneumonia

Os sinais da pneumonia bovina costumam variar conforme o agente envolvido e a gravidade do quadro. De início, o produtor pode perceber que o animal apresenta tosse, corrimento nasal, febre e dificuldade respiratória. Entretanto, esses sinais são relativamente comuns, podendo ser facilmente confundidos com os de outras doenças, o que exige atenção constante.

Em casos mais graves, o bovino apresenta respiração acelerada, perda de apetite, queda no desempenho, apatia e até ruídos pulmonares anormais. Sem uma rápida intervenção, o estado do animal pode evoluir para insuficiência respiratória.

Como diagnosticar a pneumonia bovina?

Um médico-veterinário fará o diagnóstico partindo de uma avaliação, que começa pela observação do comportamento, análise dos sintomas e auscultação pulmonar do animal — esta etapa permite identificar sons respiratórios alterados, característicos da inflamação.

Exames adicionais, como hemograma, radiografia e coleta de secreções das vias respiratórias, ajudam a confirmar o agente causador da doença e a definir o melhor plano de tratamento. Em propriedades com alto número de animais doentes, a análise do ambiente e do manejo também é parte crucial do diagnóstico.

Tratamento da pneumonia bovina e protocolo veterinário

Para frear a evolução do quadro e reduzir as chances de complicações, o tratamento da pneumonia bovina precisa ser iniciado o mais rapidamente possível. Ele inclui antibióticos, anti-inflamatórios, suporte nutricional e, claro, manejo adequado do ambiente. A hidratação e o conforto térmico do animal também são importantes para sua recuperação.

Qual antibiótico é usado para tratar pneumonia?

Em casos de infecções bacterianas respiratórias, o uso de antibióticos de qualidade é fundamental. Assim, destaca-se o Gentatec® da Chemitec, um antimicrobiano à base de gentamicina, indicado para infecções causadas por bactérias sensíveis. Sua ação contra bactérias gram-negativas frequentemente envolvidas em quadros respiratórios é um ativo essencial para controlar a infecção com mais agilidade.

O uso do medicamento deve ser orientado por um veterinário, garantindo segurança e eficiência no combate às infecções causadas pela pneumonia bovina.

 

Como manter o rebanho livre de pneumonia bovina?

Manter o rebanho produtivo e saudável requer boas práticas de manejo preventivo, como:

  • Adaptar instalações;
  • Controlar a umidade do local;
  • Melhorar a ventilação do ambiente;
  • Evitar estresse excessivo;
  • Manter a vacinação adequada;
  • Realizar o isolamento instantâneo de animais com sintomas.

A pneumonia bovina é contagiosa para outros animais?

Alguns tipos de pneumonia bovina podem ser transmitidos, principalmente quando oriundos de vírus ou bactérias transmitidas por aerossóis respiratórios. Em locais cheios, a disseminação pode ser rápida, afetando vários animais ao mesmo tempo. Isso explica a necessidade da separação de bovinos doentes, a desinfecção do ambiente e o monitoramento constante do lote — atitudes fundamentais para impedir a disseminação da doença.

 

Fonte:

Chemitec