A temida doença do carrapato é infectocontagiosa, com grande incidência nos meses mais quentes, principalmente no verão
A erliquiose canina, também conhecida como doença do carrapato, é uma enfermidade infecciosa transmitida por carrapatos, principalmente pela picada do Rhipicephalus sanguineus, que se reproduz mais facilmente em estações quentes. Causada pela bactéria Ehrlichia canis, a doença pode provocar graves sinais clínicos e é comum em cães de todas as idades, raças e sexos.
Muitos tutores subestimam a gravidade da infestação por carrapatos, mas é fundamental estar ciente dos riscos e tomar medidas preventivas para proteger os pets.
Leia o conteúdo para entender tudo sobre o tratamento da erliquiose canina.
Entendendo a doença do carrapato: o que é a erliquiose canina?
As picadas dos carrapatos levam ao organismo do cão bactérias do gênero Ehrlichia, que invadem seus glóbulos brancos e se reproduzem em seu sistema imunológico.
Quando a Ehrlichia se multiplica, tem capacidade para causar a destruição celular e prejudicar a medula óssea do animal, afetando não apenas suas células de defesa, mas também seus glóbulos vermelhos (hemácias) e suas plaquetas. Isso cria uma doença silenciosa, mas com grandes chances de ser fatal, caso o tratamento da erliquiose canina não seja realizado corretamente.
A condição pode se manifestar em diferentes fases: aguda, subclínica (quando os sintomas somem ou são muito leves) e crônica, que muitas vezes apresenta complicações mais sérias, como anemia persistente, imunossupressão e problemas orgânicos.
Sinais e sintomas da erliquiose canina
Entender os sinais da erliquiose canina é uma tarefa difícil, uma vez que eles podem ser confundidos com os de outras enfermidades. Entretanto, entre os sintomas mais comuns, podemos destacar: falta de apetite, febre, apatia, fraqueza e perda de peso. Sangramentos nas gengivas e nariz também ocorrem e, em alguns casos, até manchas vermelhas na pele, o que evidencia a gravidade da infecção quando há comprometimento plaquetário.
Existem outros sinais, estes menos evidentes, sendo: linfadenopatia (gânglios inchados), olhos avermelhados ou com secreção, e até dificuldades de locomoção em casos mais avançados. Também há manifestações cutâneas como pústulas, crostas, feridas e erupções, especialmente nas patas, focinho ou orelhas.
É importante destacar que esses sintomas nem sempre aparecem ao mesmo tempo. Em muitos animais, a doença progride de maneira silenciosa para a fase subclínica, quando os sinais clínicos diminuem ou desaparecem, embora a bactéria ainda possa estar presente em seu organismo.
Importância do diagnóstico precoce
O sucesso do tratamento da erliquiose canina depende do diagnóstico precoce: quanto antes identificada, mais eficaz pode ser o uso dos antibióticos e menores serão as chances de desenvolvimento de danos permanentes.
O diagnóstico costuma ser realizado via exames laboratoriais, como hemograma completo para avaliar glóbulos brancos, plaquetas e hemácias; sorologia para detectar anticorpos contra Ehrlichia; e, em alguns casos, PCR para identificar diretamente o DNA da bactéria no sangue.
Outro fator determinante para o tratamento da erliquiose canina é informar ao veterinário se o cão esteve exposto a carrapatos ou apresenta sintomas compatíveis, por mais que sejam leves. Mesmo na fase subclínica, surgem alterações em exames indicando infecção persistente.
Tratamento da erliquiose canina: como é realizado?
O tratamento da erliquiose canina normalmente consiste no uso de antibióticos à base de doxiciclina, que agem diretamente sobre a bactéria Ehrlichia, colaborando para a eliminação da infecção. Em alguns casos, outros cuidados são necessários, como os de suporte, incluindo fluidoterapia, suplementação nutricional ou até transfusão de sangue — especialmente quando há anemia ou sangramentos.
Controlar a fonte da infecção, os carrapatos, é extremamente necessário, e é aí que entra o Antiparasitário Externo EC-PET® da Chemitec. O produto, à base de fipronil, combate carrapatos como os Rhipicephalus sanguineus, os principais vetores da erliquiose.
Ao usar o EC-PET® de forma preventiva e conforme orientação veterinária, é possível reduzir consideravelmente o risco de transmissão e reinfecção.
Quantos dias de tratamento da erliquiose canina são necessários?
Normalmente, o tratamento da erliquiose canina com doxiciclina dura entre 3 e 4 semanas, a depender da gravidade da infecção e da resposta do animal. Em alguns protocolos veterinários, esse ciclo pode ser estendido se os resultados dos exames ainda apresentarem evidência da bactéria ou se houver complicações clínicas.
Importância do acompanhamento e monitoramento pós-tratamento
O fim do tratamento da erliquiose canina não significa que os cuidados também devem acabar. Pelo contrário, o quadro exige acompanhamento para garantir que a infecção foi totalmente eliminada e que não há sequelas.
Esse rastreamento inclui novos exames de sangue para avaliar plaquetas, glóbulos brancos e outras células, além de sorologia ou PCR conforme orientação do veterinário.
O acompanhamento é importante, já que a Ehrlichia pode continuar no organismo do animal mesmo depois do tratamento inicial. Em caso de resistência, pode ser necessário um novo ciclo terapêutico ou ajustes no tratamento da erliquiose canina.
Prevenção: a melhor forma de evitar a erliquiose
A prevenção é, sem dúvidas, o melhor caminho quando se trata do tratamento da erliquiose canina. Como não há uma vacina eficaz disponível contra a erliquiose em cães, é altamente recomendado o controle de carrapatos.
Nesse sentido, algumas formas de prevenção incluem:
- Uso regular de antiparasitários externos, como o EC-PET® da Chemitec;
- Inspeção frequente do pelo do cão, principalmente após passeios;
- Manutenção de um ambiente limpo e seguro;
- Aconselhamento veterinário regular para manter um plano de prevenção contínuo, especialmente em regiões com alto volume de carrapatos.
Adotar essas medidas não só reduz o risco de erliquiose como também protege o cão contra outras doenças transmitidas por carrapatos.
Fontes:



