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Mais conhecida como “verme do coração”, a Dirofilariose é uma doença grave e de desenvolvimento progressivo que demanda bastante atenção por parte dos tutores

A Dirofilariose é uma doença parasitária cardiopulmonar que afeta principalmente os cães, mas que também pode acometer gatos, furões e várias espécies de animais silvestres. Trata-se de uma infecção que demanda muita atenção por parte dos tutores, uma vez que apresenta um elevado potencial para se tornar grave, oferecendo um significativo risco de morte para os pets.

Popularmente chamada de doença do verme do coração, a Dirofilariose pode ser transmitida também para os humanos — caracterizando assim uma zoonose. O parasita causador da doença é transmitido por mosquitos infectados e causa danos aos pulmões, coração e vasos sanguíneos do animal afetado, podendo comprometer seriamente a qualidade de vida e saúde tanto de pets como de humanos.

O que é a Dirofilariose?

A Dirofilariose é uma doença grave causada pelo verme Dirofilaria immitis, um parasita nematoide semelhante a uma lombriga, mas que afeta o sistema circulatório do animal infectado. Quando atinge a idade adulta, este parasita se instala no coração do seu hospedeiro, causando diversas alterações cardíacas que refletem no restante do organismo, podendo ser fatal.

A infecção por Dirofilariose pode progredir de uma doença moderada, com sintomas ausentes ou leves (como tosse), se tornando uma enfermidade bastante grave. Em estágios mais avançados, pode haver comprometimento respiratório, insuficiência cardíaca congestiva, desmaios e até mesmo morte súbita do animal infectado pelo parasita do coração. Trata-se de uma doença com elevado índice de complicações e gravidade.

Como é a transmissão do verme do coração?

A Dirofilariose é causada por vermes parasitários que chegam ao organismo dos pets a partir da picada de mosquitos infectados, que podem ser de diversas espécies — inclusive o Aedes aegypti, transmissor da dengue. Ao picar um animal contaminado, o mosquito passa a abrigar as larvas do verme do coração, que se desenvolvem dentro de seu organismo.

A estimativa é de que, em uma temperatura de 27°C e umidade relativa de 80%, o mosquito se torna transmissor de Dirofilariose cerca de 14 dias após picar um animal contaminado. Em temperaturas mais baixas, este processo de desenvolvimento é mais lento. Por isso, esta é uma doença mais comum em épocas mais quentes do ano, demandando atenção especial durante o verão.

Quando o mosquito transmissor pica outro animal, as larvas são transferidas do inseto para o tecido subcutâneo e muscular do pet ou ser humano, alcançando a corrente sanguínea. Os vermes adultos da Dirofilariose geralmente atingem o coração e o pulmão do hospedeiro, causando grandes transtornos cardíacos, respiratórios e sistêmicos. Os vermes do coração podem viver até 7 anos, favorecendo a propagação da doença e causando danos à saúde do pet.

Sintomas da Dirofilariose

A Dirofilariose é uma doença que demora para apresentar os primeiros sintomas, o que torna o problema ainda mais perigoso. Em geral, os sinais da enfermidade se manifestam a partir de no mínimo 6 meses desde a contaminação, quando os problemas de saúde já estão mais avançados. Entre os principais sintomas da doença, é possível destacar:

  • Tosse crônica;
  • Fraqueza;
  • Indisposição e intolerância a exercícios;
  • Respiração acelerada e curta;
  • Perda de peso;
  • Letargia;
  • Pressão alta;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Sons anormais da respiração e do coração.

Como é feito o diagnóstico da doença?

A Dirofilariose é uma doença grave e progressiva, com melhores chances de tratamento quando diagnosticada em estágios iniciais. O mais comum é que o problema seja diagnosticado a partir de exames sorológicos, podendo ser identificado também, através de radiografias torácicas e exames de rotina, como os de sangue ecocardiograma. Se possível, o ideal é que pets que vivem em áreas de maior risco (como regiões muito quentes ou litorâneas), sejam submetidos regularmente a testes para a doença.

Além dos exames de sangue e imagem, testes de antígeno e pesquisas de microfilárias podem auxiliar no diagnóstico. A detecção precoce da doença é fundamental não apenas para que o animal tenha mais chances de cura, mas para evitar a disseminação da Dirofilariose. É importante ter em mente que, mesmo quando a enfermidade ainda está em fase assintomática, o hospedeiro já é um transmissor em potencial.

Dirofilariose: possíveis tratamentos

O tratamento da Dirofilariose é considerado complexo e depende diretamente da gravidade da condição. Para determinar a metodologia terapêutica mais adequada para o caso, o veterinário responsável pela saúde do pet deverá levar em consideração aspectos como a quantidade de larvas existentes no organismo do pet, o tamanho dos parasitas e o comprometimento dos órgãos afetados.

Casos leves e moderados podem ser tratados com medicamentos que eliminam os vermes adultos e larvas presentes no corpo do pet. Juntamente a esta metodologia, deve ser feito um acompanhamento para detectar se ainda há parasitas no organismo do animal contaminado. Esta terapia pode trazer diversos efeitos adversos, incluindo o risco de embolia pelos vermes mortos, devendo ser realizada apenas em animais com condições físicas favoráveis.

Quando o pet apresenta um quadro mais grave, pode ser necessária a administração de antibióticos, além dos medicamentos para eliminar os vermes. Há casos que demandam ainda a remoção cirúrgica dos parasitas, uma vez que eles podem se acumular e obstruir vasos sanguíneos. O tratamento da Dirofilariose, portanto, é sempre individualizado e complicado.

Cuidados com a Dirofilariose

Como foi visto, em poucos meses a infecção por Dirofilariose pode progredir de assintomática para um problema grave, com comprometimento respiratório e cardíaco. Trata-se de uma doença grave e de desenvolvimento progressivo, que demanda atenção imediata para evitar complicações em longo prazo. Por isso, se há qualquer suspeita de que seu pet possa ter contraído os vermes do coração, é recomendado procurar um veterinário imediatamente.

Animais diagnosticados com Dirofilariose devem ser privados de atividade física, de modo a evitar lesões vasculares e demais problemas cardíacos. Caso você more em regiões quentes e litorâneas, com maior incidência da doença, o ideal é sempre fazer um acompanhamento da possibilidade de contaminação pelos vermes. O mesmo cuidado vale para pessoas que levam seus pets em viagem à praia.

Como prevenir a Dirofilariose?

A prevenção é a melhor defesa do seu pet contra doenças graves como a Dirofilariose. Embora ainda não exista uma vacina específica contra o problema, existem diversos medicamentos de uso tópico e oral que podem deixar os pets protegidos das larvas dos vermes do coração. Além disso, é importante evitar que os animais sejam picados por mosquitos contaminados, o que pode ser feito por meio do uso de coleiras repelentes.

Outra recomendação que ajuda na prevenção e detecção precoce da doença é levar os pets para consultas regulares com o veterinário, que poderá realizar os exames de rotina e indicar as melhores formas de garantir a proteção de seus pets.

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Fontes:

Portal PebMed

Hospital dos Animais

Portal Vet

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