Um dos principais motivos de perdas produtivas na pecuária, a doença respiratória bovina afeta bovinos de corte e de leite. A seguir, aprenda a proteger o rebanho.
A doença respiratória bovina é um grande desafio sanitário enfrentado pela pecuária moderna, principalmente em sistemas intensivos e de confinamento.
Considerada uma síndrome multifatorial, envolve a interação entre agentes infecciosos, fatores ambientais e condições de manejo, o que torna seu controle um desafio constante para produtores e veterinários. Além disso, impacta diretamente na saúde dos animais por comprometer seu ganho de peso, reduzir a eficiência alimentar e elevar custos com medicamentos e manejo.
O que é a doença respiratória bovina (DRB)?
A enfermidade consiste em um complexo de doenças que afetam o trato respiratório dos bovinos, geralmente causada por uma combinação de vírus e bactérias, agentes que se beneficiam de situações de estresse ou baixa imunidade para se instalar e provocar infecções.
A condição é mais comum em bezerros e animais jovens, especialmente durante fases como desmame, transporte e entrada em confinamento. É importante entender que a doença respiratória bovina não é causada por um único agente, e sim por um conjunto de fatores que tornam o diagnóstico e o controle mais desafiadores.
Principais doenças respiratórias em bovinos
A doença respiratória bovina é causada por diversos agentes infecciosos, sendo os principais classificados como vírus e bactérias. Muitas vezes, infecções virais abrem caminho para infecções bacterianas secundárias, fatores que agravam o quadro clínico.
Vírus respiratório sincicial bovino
O vírus respiratório sincicial bovino (BRSV) é um dos principais agentes virais associados à doença respiratória bovina, afetando principalmente animais jovens a partir de inflamação das vias respiratórias inferiores.
Os sintomas incluem:
- Febre;
- Tosse intensa;
- Dificuldade respiratória;
- Secreção nasal.
A transmissão ocorre por contato direto entre animais infectados, sendo favorecida por ambientes fechados e mal ventilados.
Parainfluenza bovina
A parainfluenza bovina tipo 3 é outro importante vírus envolvido na enfermidade. Mesmo que geralmente cause quadros mais leves, pode predispor os animais a infecções bacterianas secundárias.
Os sinais clínicos incluem:
- Febre moderada;
- Tosse seca;
- Secreção nasal.
O vírus se espalha rapidamente entre os animais, especialmente em situações de estresse, como transporte e desmame.
Rinotraqueíte infecciosa bovina
A rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) é provocada por um herpesvírus e também tem relação direta com a doença respiratória bovina. Além do sistema respiratório, pode afetar também o sistema reprodutivo.
Os sintomas incluem:
- Febre alta;
- Corrimento nasal;
- Inflamação ocular;
- Dificuldade respiratória.
O vírus tem capacidade para ficar adormecido no organismo e ser reativado em momentos de estresse, o que facilita sua disseminação no rebanho.
Diarreia viral bovina
A diarreia viral bovina (BVDV) é complexa e desafiadora, principalmente por comprometer o sistema imunológico dos animais.
Os sintomas incluem:
- Sintomas respiratórios;
- Diarreia;
- Perda de peso;
- Imunossupressão.
Estes sintomas tornam os animais mais suscetíveis a outras infecções, agravando seu quadro clínico.
Pasteurelose bovina
É uma infecção bacteriana frequentemente associada à doença respiratória bovina, causada principalmente por bactérias do gênero Pasteurella.
Os sinais incluem:
- Febre alta;
- Apatia;
- Dificuldade respiratória;
- Pneumonia, em casos graves.
Essa condição costuma surgir após situações que facilitam a proliferação bacteriana, como infecções virais ou estresse,
Pasteurella multocida
É considerada uma das principais bactérias envolvidas na doença respiratória bovina por fazer parte da microbiota normal das vias respiratórias, mas pode se tornar patogênica em condições favoráveis.
Os sintomas incluem:
- Secreção nasal purulenta;
- Tosse;
- Febre;
- Queda no desempenho produtivo.
Um ponto de atenção é que a infecção pode evoluir rapidamente, exigindo intervenção imediata para evitar perdas maiores.
Sintomas e sinais clínicos da doença respiratória bovina
A doença respiratória bovina se apresenta a partir de diversos sinais clínicos, que podem variar de leves a graves dependendo do agente envolvido e da condição do animal. Os principais sintomas são: febre, tosse, secreção nasal e dificuldade respiratória.
A identificação precoce da doença é fundamental para aumentar as chances de recuperação e reduzir perdas.
Tratamento das doenças respiratórias bovinas
Após o diagnóstico, o cuidado deve ser iniciado imediatamente e estrategicamente — na maioria dos casos, combinando o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e suporte ao animal, sempre com base na orientação veterinária.
Entre as opções disponíveis está o antibiótico Chemiflor® Solução Injetável da Chemitec, um medicamento indicado para doenças respiratórias, agindo nas doenças de impacto na bovinocultura brasileira. Pode ser utilizado como parte do protocolo terapêutico, auxiliando no controle de infecções bacterianas associadas à doença respiratória bovina.
Como prevenir as doenças respiratórias bovinas?
A prevenção das doenças respiratórias bovinas exige uma combinação de boas práticas de manejo, vacinação e controle ambiental. Ambientes bem-ventilados, alimentação adequada e redução do estresse são fundamentais para manter a saúde do rebanho.
Algumas medidas que colaboram para a prevenção da doença são:
- Implementação de protocolos de vacinação eficientes;
- Evitar superlotação e mudanças bruscas no manejo;
- Nutrição balanceada;
- Acompanhamento veterinário.
O impacto econômico da DRB
Por conta de sintomas e sinais clínicos como perda de peso, redução de desempenho e aumento da mortalidade, os impactos econômicos da doença respiratória bovina são significativos para a pecuária. Esses fatores comprometem diretamente a rentabilidade do produtor, também havendo o aumento nos custos com medicamentos, mão de obra e manejo.
Portanto, investir em prevenção é a melhor estratégia para garantir produtividade e sustentabilidade no sistema produtivo.
Fontes:



