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Veterinária examinando cahorro no rosto
Imagem: Shutterstock

A doença, infecciosa e altamente contagiosa, é responsável pela perda de milhares de animais anualmente

A transmissão da cinomose é um tema delicado e extremamente importante para tutores responsáveis por cães, especialmente filhotes e animais não vacinados. A doença é viral e altamente contagiosa, podendo levar a complicações graves e até à morte se não for prevenida ou tratada adequadamente. Portanto, entender como o vírus é transmitido ajuda a reduzir riscos e a adotar medidas eficazes de prevenção no dia a dia.

Quais são as principais vias de transmissão da cinomose?

A transmissão da cinomose acontece de diferentes formas, mas todas estão relacionadas ao contato com o vírus presente em um animal infectado ou no ambiente contaminado. Entre as principais formas de transmissão estão:

Contato direto

O contato físico entre cães saudáveis e infectados é uma das formas mais comuns de transmissão da cinomose. O vírus costuma estar presente em secreções como saliva, corrimentos dos olhos e do nariz, urina e fezes, sendo facilmente transmitido quando um cão saudável lambe, cheira ou brinca com um animal infectado.

Contágio aéreo

Pequenas gotículas de secreções espalhadas durante espirros, tosse ou até mesmo a respiração podem permanecer no ar por um curto período, facilitando a transmissão da cinomose em cães próximos.

Transmissão indireta

Objetos e superfícies contaminados, chamados de fômites, também são fontes de transmissão da cinomose. Pode-se citar exemplos como potes de água, brinquedos, roupas ou até calçados que carregam o vírus de um local a outro.

Secreções

As secreções respiratórias e oculares são especialmente importantes na transmissão, já que o vírus fica concentrado nesses fluidos, facilitando sua disseminação entre animais que compartilham ambientes com cães infectados.

O contágio aéreo é a principal via de transmissão da cinomose?

Aqui temos uma dúvida bastante comum, que é se o contágio aéreo é a principal forma de transmissão da cinomose. O contágio aéreo é um dos mecanismos relevantes, principalmente em locais com muitos cães, mas não é necessariamente o único ou o mais predominante.

A aerossolização (dispersão no ar de um material líquido ou solução) de secreções durante espirros e tosse facilita a transmissão da doença em ambientes fechados ou com grande circulação de animais. No entanto, o contato direto com secreções e o contato indireto por objetos contaminados também têm um papel significativo na propagação do vírus.

Assim, é fundamental adotar práticas de higiene e evitar aglomerações de cães, além de realizar a vacinação, para reduzir os riscos de transmissão da cinomose.

Como prevenir a cinomose?

A prevenção é a melhor estratégia para reduzir a transmissão da cinomose e proteger a saúde dos cães. Então, manter o ambiente limpo e desinfetado, especialmente em locais com mais de um animal, é indispensável, uma vez que isso ajuda a reduzir a presença do vírus em superfícies e objetos. Evitar o compartilhamento de itens pessoais entre cães também diminui o risco de contágio.

Outra forma de cuidado é a vacinação, uma medida mais eficaz de prevenção. Esquemas completos de vacinas polivalentes reduzem significativamente as chances de um cão saudável contrair a doença, mesmo que seja exposto ao vírus.

Caso haja suspeita de cinomose, isolar o animal infectado e evitar o seu contato com outros cães reduz a probabilidade de surgirem novos casos e ajuda a conter a propagação do vírus.

A cinomose é transmissível aos humanos?

Uma preocupação comum é se a transmissão da cinomose pode afetar seres humanos, mas a resposta é não: a cinomose canina não é considerada uma zoonose, então não é transmitida dos cães para as pessoas.

Mesmo que o vírus possa se concentrar em roupas ou mãos que tiveram contato com secreções de cães infectados, ele não causa doença em humanos. Porém, é extremamente importante manter boas práticas de higiene após o manuseio de animais doentes para evitar levar o vírus para outros cães.

Um fato interessante é que a cinomose afeta primariamente os cães, mas não é transmissível para gatos, porém pode afetar outros canídeos como raposas e lobos.

Quais são as chances de um cachorro vacinado pegar cinomose?

Mesmo com vacinação, existem casos em que um cão vacinado contrai cinomose, mas isso não é tão comum e geralmente resulta em formas mais leves da doença. A imunização adequada estimula o sistema imunológico a responder rapidamente ao vírus, o que reduz drasticamente a probabilidade de infecção ou de evolução para casos graves.

Filhotes com vacinas incompletas ou cães com esquema vacinal desatualizado têm muito mais riscos de contrair a doença, uma vez que seu sistema imunológico ainda não está totalmente preparado para combater o vírus.

Medicamentos da Chemitec no combate à cinomose

Não há um medicamento que elimine de forma direta o vírus da cinomose, mas alguns produtos auxiliam no suporte à saúde geral do animal, sendo importantes durante quadros clínicos e no tratamento dos sintomas.

A Chemitec trabalha com produtos de qualidade comprovada e, para casos de transmissão da cinomose, possui vermífugos como o Chemital® Plus e o Chemital® Puppy. Ambos ajudam a manter o sistema imunológico do cão mais forte ao controlar parasitas internos, o que reduz estresses que podem agravar a doença.

O antibiótico Chemitril® 2,5% também é um excelente aliado e pode ser utilizado sob orientação veterinária para tratar infecções bacterianas secundárias que costumam acompanhar quadros de cinomose, como pneumonia ou dermatites secundárias.

 

Fontes:

Chemitec

MSD Manuals

Petgenoma

CRMV GO