Antibióticos para Caprinos e Ovinos

A administração correta de produtos farmacêuticos, como a de antibióticos para caprinos e ovinos, faz parte das chamadas boas práticas agropecuárias.  Uma série de cuidados devem ser adotados durante o manejo dos animais, os quais irão resultar em produtos de qualidade destinados ao consumo humano. Esses cuidados envolvem principalmente questões relacionadas à saúde e bem-estar animal como: higiene da ordenha, alimentação adequada e cuidados com as instalações.

No que diz respeito ao uso de fármacos, os antibióticos para caprinos e ovinos são substâncias que possuem ação capaz de combater infecções bacterianas e preservar a saúde dos animais.

Existem diferentes tipos de antibióticos, cada qual com seu próprio mecanismo de ação e indicações específicas de uso. Os medicamentos desenvolvidos para caprinos respeitam as particularidades da espécie e apresentam concentrações compatíveis com as necessidades de seu organismo. Isso significa que caprinos (bodes e cabras) tratados com antibióticos, seguindo as recomendações do fabricante, dificilmente irão apresentar efeitos colaterais indesejados. Saiba mais sobre o seu uso a seguir!

Antibióticos para caprinos: para que servem?

O uso correto dos antibióticos é um dos cuidados apontados como fundamentais dentro do manejo sanitário de um rebanho reprodutivo, seja ele de bovinos, suínos, caprinos, ovinos ou aves. Em muitos casos, a administração terapêutica adequada de antibióticos, pode evitar consideráveis perdas econômicas para o produtor — além da diminuição produtiva do rebanho —, já que a prevenção e eliminação de doenças evita o desperdício de recursos relacionados à paralisação do processo produtivo.

Os antibióticos para caprinos e ovinos podem ser administrados por diferentes vias, facilitando o manejo de acordo com o tipo e tamanho do rebanho. A dosagem e a substância ativa aplicadas variam conforme o peso, a doença que está sendo tratada e dos objetivos produtivos. Cabe ao médico veterinário avaliar os animais e atuar diretamente no diagnóstico, controle, prevenção e tratamento de doenças infecciosas que podem acometer os animais.

Este profissional também deve se responsabilizar pela administração anual de vacinas obrigatórias, bem como optar pelo melhor manejo dos animais de acordo com o tipo de produção do rebanho, já que possui relação direta com a qualidade produtiva do rebanho, o que impacta diretamente na saúde das pessoas.

Cuidados necessários na administração do medicamento

Por mais que seja essencial para garantir a manutenção da saúde de um rebanho, o uso de antibiótico para caprinos e ovinosrequer cuidados e deve ser feito sempre sob a supervisão de um médico veterinário que tenha conhecimento especializado em caprinos. Esta recomendação é importante não apenas para que os animais tenham as melhores condições de saúde, mas para evitar que as bactérias sofram alterações genéticas que as tornem resistentes ao medicamento.

De acordo com estudos da unidade de caprinos e ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Caprinos e Ovinos), a administração indiscriminada de antibiótico para caprinos e ovinos pode ser responsável pela existência de microrganismos que apresentam até 100% de resistência à alguns medicamentos. Isso significa que o uso de fármacos sem a prescrição de um veterinário prejudica diretamente o êxito nos tratamentos.

Para chegar a esta conclusão, a entidade — que é ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento — coletou amostras de leite de cabras com mastite subclínica, uma infecção que afeta a teta das fêmeas, prejudicando sua saúde e a qualidade do leite produzido. As cepas das bactérias causadoras da doença foram isoladas e submetidas a testes de sensibilidade aos antibióticos mais comumente usados no tratamento.

Para substâncias como Penicilina G e Rifampicina, foi identificada resistência de 100% por parte dos microrganismos. No caso da Eritromicina e da Tetraciclina, a taxa de resistência encontrada foi de 75%. Esses dados mostram os impactos do uso de antibióticos sem a devida orientação técnica e apontam para uma realidade bastante preocupante para a saúde pública: quanto mais difícil for o controle e tratamento da mastite, maiores serão as chances de contaminação dos produtos destinados ao consumo humano.

Boas práticas de prevenção e uso de antibióticos

Os indicadores de resistência identificados pela Embrapa reforçam a importância de administrar antibióticos com muita responsabilidade. Vale lembrar que a pesquisa foi feita levando em consideração apenas o tratamento da mastite em caprinos, podendo haver uma elevada taxa de resistência também para bactérias causadoras de outras doenças.

Nesse contexto, além de se preocupar com a qualidade e o bom uso dos fármacos, é importante que os produtores invistam principalmente em prevenção para que as doenças infecciosas não afetem o rebanho.

Alguns dos cuidados considerados essenciais para evitar a disseminação de doenças e minimizar o uso desnecessário de medicamentos são:

  • Higienizar cuidadosamente as mãos antes do processo de ordenha (caso ela seja realizada manualmente);
  • No caso de ordenha mecânica, limpar o equipamento conforme as recomendações do fabricante;
  • Usar soluções específicas para limpeza das tetas;
  • Manter as instalações em que o animal vive sempre limpas, assim como a água fornecida ao rebanho;
  • Manejar os animais sempre de forma tranquila, evitando estresse e lesões desnecessárias.

Descubra os produtos Chemitec

Destaque como uma das maiores indústrias farmacêuticas em atuação no mercado brasileiro, a Chemitec oferece uma linha de medicamentos específicos para o segmento agropecuário. Os produtos incluem antibióticos, além de vermífugos, diuréticos, anti-inflamatórios e quimioterápicos específicos para animais de produção. A empresa também produz desinfetantes para desinfecção das instalações destinadas à criação.

A gentamicina é o princípio ativo da linha Gentatec® e atua combatendo bactérias gram-positivas e gram-negativas causadoras de mastite e infecções respiratórias ou do trato digestivo. A aplicação do medicamento é feita por meio de injeção intramuscular ou subcutânea, alcançando níveis séricos bactericidas e permanecendo ativa por 6 a 12 horas.

O Chemitril® Injetável 10%, por sua vez, é um antibiótico especialmente indicado para o tratamento de enterites bacterianas, diarreias e outras infecções digestivas. Seu uso também é eficiente no combate a pneumonias e infecções respiratórias, além de mastites, metrites, otites, infecções pós-parto, do trato urinário e problemas de pele. Este medicamento também é administrado preventivamente para controle de infecções após castração, descornas, laparotomias e lesões.

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Fontes:

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa;

Empresa de Medicamentos Veterinários — Chemitec.